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Moro celebra suspensão de perfis ligados aos Bolsonaros: 'Rede de mentiras'

Do UOL, em São Paulo

08/07/2020 18h01Atualizada em 08/07/2020 20h22

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, celebrou hoje a decisão do Facebook de suspender contas ligadas à família Bolsonaro e a deputados do PSL. O ex-juiz federal se disse alvo dessa "rede de mentiras" que, segundo ele, perdeu "qualquer senso de decência".

"Fui alvo da rede de mentiras que age por motivos político-partidários. Pessoas que perderam qualquer senso de decência. Parabéns ao Facebook que suspendeu as contas de notícias falsas e fraudes", escreveu Moro em uma rede social.

A rede citada pelo ex-ministro era formada por 73 contas, 14 páginas e um grupo na rede social e no Instagram de funcionários dos gabinetes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além de envolvidos com o PSL, partido pelo qual o presidente se elegeu.

As remoções ocorreram porque estas páginas empregavam ações vetadas pela plataforma, como o uso de contas falsas, envio de spam ou adoção de ferramentas artificiais para ampliar a presença online.

Também nesta quarta-feira, a empresa derrubou outras redes coordenadas desse tipo nos Estados Unidos, na Ucrânia e em outros países da América Latina.

No Brasil, ainda que os envolvidos tenham tentado disfarçar suas identidades, o Facebook conseguiu constatar sua ligação com pessoas ligadas ao PSL e funcionários dos deputados estaduais Anderson Moraes e Alana Passos (ambos do PSL-RJ) e ao clã Bolsonaro. Segundo a rede social, há indícios de que os parlamentares, assim como Eduardo e Jair Bolsonaro, estejam envolvidos diretamente.

Ao todo, foram desmobilizados no Brasil:

  • 35 contas no Facebook
  • 38 contas no Instagram
  • 14 páginas
  • 1 grupo no Facebook

Essa rede possuía:

  • 883 mil seguidores no Facebook
  • 350 inscritos no grupo
  • 917 mil seguidores no Instagram

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