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Fábio Faria culpa governadora do RN pela saída da Petrobras do estado

Fábio Faria, ministro das Comunicações, foi eleito por quatro vezes seguidas deputado federal pelo RN - Flávio Soares/Flickr
Fábio Faria, ministro das Comunicações, foi eleito por quatro vezes seguidas deputado federal pelo RN Imagem: Flávio Soares/Flickr

Do UOL, em São Paulo

26/08/2020 10h20

O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), apontou a atuação da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT) como motivo para a saída da Petrobras do estado.

Em entrevista ao Agora RN, o ministro disse que a decisão da estatal é técnica e não sofreu interferência do governo federal. "Neste governo liberal, a Petrobras é uma empresa totalmente independente, não está à mercê de interesses de terceiros, não virou puxadinho e nem foi loteada entre grupos políticos", afirmou.

"As decisões de investimentos são técnicas e visam a viabilidade econômica", disse.

Para ele, a culpada pela saída da Petrobras do estado é a própria administração de Fátima Bezerra. "Na gestão da atual governadora, grandes empresas já deixaram ou ameaçam abandonar o Estado devido à sua incapacidade administrativa, como a Inframérica, que desistiu do Aeroporto de São Gonçalo", citou.

Fábio Faria, antes de assumir a pasta das Comunicações a convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), exercia pela quarta vez consecutiva o mandato de deputado federal pelo estado, além de ser filho do ex-governador Robinson Faria.

Licenciado do cargo de deputado, o ministro se colocou à disposição da governadora para dialogar sobre a questão e citou que, em outras oportunidades, a Petrobras desistiu de deixar o estado porque foi convencida da lucratividade das operações potiguares.

"Nunca fui procurado pela governadora, nem como parlamentar, nem como ministro, para tratar do tema. Infelizmente, a governadora se trancou em seu próprio lockdown", declarou o Faria.

Governadora quer reverter decisão da Petrobras

A Petrobras anunciou anteontem a venda do Polo Potiguar, que reúne todas as suas operações no Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra afirmou em seu Twitter que não foi notificada e pretende dialogar com os trabalhadores locais e o governo federal para reverter a decisão da empresa.

"A saída da Petrobras do Rio Grande do Norte não é um fato qualquer de maneira nenhuma, dado o que ela representa para o nosso estado", escreveu Fátima em sua rede social.

"Repito, o governo federal não tem o direito de deixar a Petrobras sair do Rio Grande do Norte dessa forma. Isso é inaceitável. Nós lutaremos e resistiremos!", disse a governadora.

Em um fato relevante anunciado aos seus investidores, a Petrobras afirmou que pretende vender a totalidade de suas participações em um conjunto de 26 concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas no Rio Grande do Norte, que formam o Polo Potiguar.

O ativo compreende os subpolos Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana, com 23 concessões terrestres e três marítimas, e também inclui acesso a infraestrutura de processamento, refino, logística armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural, informou a petroleira.

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