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Salles dirá que ex-funcionário chamou Maia de Nhonho no Twitter

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

29/10/2020 17h59Atualizada em 29/10/2020 18h27

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, identificou uma pessoa que trabalhou com ele no passado como responsável pela postagem no Twitter que chamou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de "Nhonho", personagem do seriado mexicano "Chaves". Essa é a versão que o ministro trabalha sobre o mal-estar provocado com Maia, segundo interlocutores do ministros ouvidos pelo UOL.

Na noite de ontem (28), o perfil oficial de Salles escreveu o apelido em resposta às críticas de Maia que fez contra ele. Pela manhã, a postagem foi apagada e o ministro informou que encaminhou mensagem a Maia justificando que não fez a publicação. Em nota, ele sugeriu que sua conta havia sido hackeada e que iria apurar "a utilização indevida". Em seguida a conta de Salles no Twitter foi excluída.

Parlamentares e auxiliares de Jair Bolsonaro (sem partido) contaram que não acreditavam em uma suposta ação hacker. A avaliação era de que ele apresentou essa versão como uma desculpa para diminuir a repercussão do episódio.

Segundo relato de fontes feitos à reportagem na tarde de hoje, Salles conversou com este ex-funcionário, que apesar de não atuar mais com ele, tinha seu login e senha do Twitter. Essa pessoa teria se confundido com as contas quando fez a postagem e pediu "desculpas pelo erro" ao ministro. O nome do ex-funcionário e onde trabalhou com Salles não foi divulgado.

Apesar da repercussão da postagem e da nota divulgada, dentro da pasta tratam o assunto como encerrado. Salles foi procurado pela reportagem, mas não quis dar declarações sobre o assunto.

Desde ontem, o ministro cumpre agenda em Fernando de Noronha (PE) junto com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, e o presidente da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo), Gilson Machado Neto. A agenda, a princípio, se estenderia até o final de semana, com a repercussão negativa da postagem, discutem uma volta antes do feriado de Finados, na segunda-feira (2).

Na semana passada, Salles havia disparado contra os ministros militares do governo. Ele acusou o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, de vazar informações para imprensa e o chamou de "maria fofoca" pelo Twitter. Naquela postagem, Salles teve apoio dos filhos do presidente Bolsonaro. O episódio causou reprovação de militares do governo e foi criticado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e por Maia.

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