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Política

Senador Kajuru chama Ernesto Araújo de 'office boy de luxo'

Colaboração para o UOL

24/03/2021 19h04

Durante sessão no Senado para discutir a atuação do Itamaraty na compra de vacinas contra a covid-19, na noite de hoje (24), o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) chamou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de 'office boy de luxo.' O senador ainda citou que o chanceler poderá ser a próxima vítima do presidente Bolsonaro (sem partido), sendo demitido do cargo.

Kajuru criticou a atuação do presidente no combate à covid-19. "Ao participar de tudo isso, de ver as aglomerações, de ver as atitudes do presidente, o senhor fez o que, ministro? O senhor concordou com ele, desculpa a expressão, como se fosse um office boy de luxo?," indagou o senador.

"O senhor ouviu um presidente mandar o povo brasileiro enfiar a máscara naquele lugar. Como foi o convívio nesse ano todo com Bolsonaro ignorando a pandemia? O senhor não sente que você colocou a sua digital nisso? O senhor vai ter que contar para os seus netos que trabalhou num governo por um ano, viu 300 mil mortes, 12 milhões de pessoas infectadas," acrescenta Kajuru.

Nesse trecho dito pelo senador, é importante ressaltar que foi o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, quem, irritado com as críticas pelo não uso de máscara de proteção facial, mandou "enfiar no rabo" , durante live transmitida nas redes sociais, em março deste ano.

O chanceler disse que só responderia perguntas objetivas e não chegou a comentar sobre o fato de ter sido chamado de office boy de luxo.

"Eu tenho a certeza de que tenho feito absolutamente tudo possível para ajudar meu país nessa pandemia, assim como o presidente Bolsonaro e todo o seu governo, desde o primeiro dia no cargo. Estou dando toda a minha vida por isso. O senhor pode acreditar ou não, mas essa é a minha convicção. Contarei aos meus netos que fiz parte de um projeto de transformação do Brasil e espero poder contar que terá sido um projeto bem sucedido, projeto que livrou o país da corrupção, do atraso e da indignidade", respondeu o chanceler a Kajuru.

Pacheco cobra informações do ministro

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), fez um pronunciamento inicial na sessão em que destacou que uma das principais perguntas a serem respondidas pelo ministro é se os esforços do Itamaraty, em conjunto com o Ministério da Saúde, em busca de vacinas até aqui são ou não suficientes diante da crise humanitária que a covid-19 se tornou no Brasil.

O parlamentar afirmou que o País se tornou o epicentro da pandemia no mundo e o fornecimento de vacinas pelo governo federal está "aquém do esperado".

"Serão de grande utilidade informações sistematizadas sobre as negociações do Ministério das Relações Exteriores com parceiros internacionais do Brasil", disse Pacheco.

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