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Barroso: Ditadura vem com intolerância, democracia trouxe progresso social

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), exaltou progresso social da democracia em contraste com o período de Ditadura - Carlos Moura/SCO/STF
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), exaltou progresso social da democracia em contraste com o período de Ditadura Imagem: Carlos Moura/SCO/STF

Do UOL, em São Paulo

31/03/2021 10h00Atualizada em 31/03/2021 10h22

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), escreveu hoje em seu Twitter uma crítica à ditadura militar, que teve início há 57 anos com o Golpe de 1964. Fazendo uma comparação com o período de redemocratização, Barroso disse que os avanços sociais foram maiores desde que os militares deixaram o poder.

Em um "recado para as novas gerações", o ministro, que também é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), lembrou ainda que as regras eleitorais eram manipuladas em um período marcado também por "intolerância, violência contra os adversários e falta de liberdade".

"As regras eleitorais eram manipuladas. Ditaduras vêm com intolerância, violência contra os adversários e falta de liberdade. Apesar da crise dos últimos anos, o período democrático trouxe muito mais progresso social que a ditadura, com o maior aumento de IDH da América Latina", escreveu.

Sem citar nomes, Barroso disse que "só pode sustentar que não houve ditadura no Brasil quem nunca viu um adversário do regime que tenha sido torturado, um professor que tenha sido cassado ou um jornalista censurado".

"Tortura, cassações e censura são coisas de ditaduras, não de democracias", complementou.

O ministro do STF ainda listou exemplos de censura durante a ditadura militar para fazer a defesa da democracia.

"Os jornais eram publicados com páginas em branco ou poemas. Os compositores tinham que submeter previamente suas músicas ao departamento de censura. A novela Roque Santeiro foi proibida e o Ballet Bolshoi não pôde se apresentar no Brasil porque era propaganda comunista", lembrou.

A declaração de Barroso ocorre em um dia marcado por referências ao Golpe de 1964. Hoje (31), faz 57 anos que o ex-presidente João Goulart foi deposto pelo Exército para a instauração de uma ditadura militar que durou 25 anos.

Na tarde de ontem, o general Walter Braga Netto, recém-anunciado para assumir o Ministério da Defesa, escreveu uma carta pedindo a comemoração do golpe militar para esta quarta (31).

"O movimento de 1964 é parte da trajetória histórica do Brasil. Assim devem ser compreendidos e celebrados os acontecimentos daquele 31 de março", escreveu o general na Ordem do Dia.

De acordo com a Comissão da Verdade, instaurada em 2011 pela gestão de Dilma Rousseff (PT), foram cerca de 500 mortos e desaparecidos políticos pelo regime, milhares de exilados e cerca de 20 mil torturados pelo Estado, segundo a organização internacional Human Right Watch.

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