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Gleisi Hoffman diz não ter certeza se Lula será candidato em 2022

PT ainda não definiu se Lula será candidato à presidência em 2022 - Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo
PT ainda não definiu se Lula será candidato à presidência em 2022 Imagem: Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

16/04/2021 11h17Atualizada em 16/04/2021 11h36

Ainda não foi definido se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será o candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) a presidente nas eleições de 2022. É o que Gleisi Hoffman, deputada federal e presidente nacional do partido, contou em entrevista à CNN Brasil.

As condenações anuladas do petista e a possibilidade de volta dele para a política são, na opinião de Gleisi, fundamentais para o resgate da justiça. Apesar disso, nada foi definido para o próximo ano. "Lula representa uma esperança, é claro, mas essa discussão (sobre qual será o candidato à presidência pelo partido) não foi feita com ele ou com o PT", afirmou.

Por maioria, o STF (Supremo Tribunal Federal) manteve ontem a decisão do ministro Edson Fachin que beneficia o ex-presidente. Foram oito votos a favor e três contra. O julgamento, porém, continua na próxima quinta-feira (22).

Com a decisão da maioria, fica mantida a anulação das duas condenações contra Lula, proferidas pela Justiça Federal do Paraná. Com isso, ele deixou de ser ficha-suja e está liberado para disputar eleições caso queira.

Segundo Gleisi, as novas decisões do julgamento do ex-presidente rompem "o pecado original, o vício original do processo". Além disso, Gleisi disse que o momento atual é importante para reorganizar a política.

Para ela, o processo contra Lula teve repercussões não só para ele, como para o país inteiro. "Nos deixou o que há de pior: um presidente da República que não dá conta do recado, atenta contra a saúde e a vida das pessoas e não faz a gestão correta da pandemia", apontou.

Pensando no ano eleitoral que se aproxima, a presidente do PT foi perguntada se essa não seria a oportunidade do partido ou de Lula assumirem uma parcela de culpa. "A justiça tem que investigar quem são os culpados, se houve culpados pelos crimes cometidos, processar e julgar. Ninguém quer esconder corrupção, o que não pode acontecer é uma pessoa inocente pagar por isso", opinou.

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