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Conteúdo publicado há
1 mês

Queiroga diz à CPI da Covid que 'desconhece guerra química' da China

Rayanne Albuquerque, Luciana Amaral e Lucas Valença*

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

06/05/2021 12h24Atualizada em 06/05/2021 12h49

Ao ser questionado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em haver uma "guerra química", o ministro Marcelo Queiroga alegou que desconhece os indícios dessa situação.

As relações com a China, pelo que eu entendo, são excelentes. O Brasil e a China são excelentes parceiros e a relação com o embaixador chinês tem sido muito boa. Naturalmente que essa relação em que dialogamos quase que semanalmente
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde

Em complemento, o ministro alegou que o presidente não citou diretamente a China e, por esse motivo, não haveria preocupações sobre os impactos nas relações internacionais com o país e o Brasil.

Vossa excelência mesmo disse que o presidente não fez menção a China. Espero que as relações entre Brasil e China continuem de maneira positiva e que não tenhamos impacto para o nosso programa de imunização
Marcelo Queiroga

O cronograma dos próximos depoimentos

O ministro Marcelo Queiroga participa do terceiro dia de oitivas da CPI da Covid, que já colheu depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Na tarde de hoje, o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) Antonio Barra Torres, será ouvido pelo colegiado, no Senado.

O ex-secretário da Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten e representantes da Pfizer prestarão depoimento no dia 11 de maio. Já os presidentes da Fiocruz, Nísia Trindade, e do Instituto Butantan, Dimas Covas, serão ouvidos pela comissão no dia 12 de maio.

O ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e representantes da União Química irão depor no dia 13 de maio, enquanto o ex-ministro Eduardo Pazuello falará aos senadores no dia 19 de maio. A oitiva de Pazuello teve que ser adiada após o ele ter contato com duas pessoas que foram diagnosticadas com a covid-19.

* Com a colaboração de Nathan Lopes, do UOL, em São Paulo

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.