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Conteúdo publicado há
1 mês

Deputada bolsonarista discute com senadores da CPI da Covid

Do UOL, em São Paulo

12/05/2021 12h21Atualizada em 12/05/2021 12h51

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) teve uma discussão com o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL) e com senadores da oposição durante a pausa do depoimento do ex-secretário da Comunicação, Fábio Wajngarten.

Essa foi a primeira vez que o colegiado recebeu deputados aliados do governo, entre eles está Zambelli.

Em um vídeo que flagrou o momento da briga, a parlamentar é vista tentando interferir no processo da oitiva, opinando sobre a forma em que a condução do depoimento está sendo gerenciada pelo colegiado.

Além da discussão com Calheiros, Zambelli discutiu com o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Wajngarten depõe na CPI da Covid

A expectativa sobre a CPI era que Wajngarten fosse questionado sobre críticas feitas ao Ministério da Saúde e ao ex-ministro Eduardo Pazuello. Em abril, o ex-chefe de Comunicação do governo Bolsonaro afirmou que houve "incompetência" e "ineficiência" no processo de negociação com a farmacêutica Pfizer.

Diante dos questionamentos, o ex-secretário de Comunicação negou que tenha feito esse tipo de declaração para a revista Veja, citada pelo colegiado durante a oitiva.

O depoimento de Wajngarten é fundamental para o futuro da CPI, por ele ser um personagem com relação direta e próxima ao presidente Jair Bolsonaro. O colegiado da Comissão deve questioná-lo sobre o incentivo ao uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no combate ao coronavírus.

A Comissão Parlamentar de Inquérito ouviu ontem o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) , Antonio Barra Torres. Também foram ouvidos os ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, além do atual gestor da pasta, Marcelo Queiroga, que poderá prestar um segundo depoimento.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.