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'Não havia nenhuma influência dos filhos do presidente', diz Pazuello a CPI

Rayanne Albuquerque e Hanrrikson de Andrade*

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

19/05/2021 10h56Atualizada em 19/05/2021 12h29

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou na manhã de hoje, em depoimento à CPI da Covid que os filhos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não influenciavam as decisões do Ministério da Saúde durante a sua gestão.

As declarações do general vão na contramão do que o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta declarou durante a oitiva no Senado. Na ocasião, Mandetta afirmou que o presidente mantinha um "aconselhamento paralelo" dos filhos e que, durante reuniões oficiais, o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) esteve presente.

Outro depoente da CPI, o CEO da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, informou na semana passada ter participado de uma reunião com a presença do filho do presidente.

O encontro teria ocorrido no Palácio do Planalto, com o ex-secretário de comunicação do governo, Fábio Wajngarten, e o assessor especial da Presidência Filipe G. Martins.

Após aproximadamente uma hora de reunião, Fabio Wajngarten recebe uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois, entra na sala de reunião Filipe Garcia Martins, assessor internacional da Presidência da República, e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião
Carlos Murillo, CEO da Pfizer

Murillo disse que Carlos Bolsonaro ficou "brevemente" na reunião e saiu da sala, enquanto Martins permaneceu até o final.

O encontro, segundo o CEO da Pfizer, foi encerrado logo depois. Na sequência, os representantes da farmacêutica teriam ido embora do Palácio do Planalto.

* Colaborou Ana Carla Bermúdez

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria era independente ou de oposição), investigou ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Teve duração de seis meses. Seu relatório final foi enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.