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Política

FAB afirma ter mudado procedimento de segurança após prisão de sargento

Josmar Jozino e José Dacau

Do UOL, em São Paulo

31/05/2021 04h00

A FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou ter mudado procedimento de segurança e fiscalização das missões oficiais, depois da prisão do sargento Manoel Silva Rodrigues.

Em uma primeira nota, a FAB diz adotar nos voos oficiais "procedimentos de segurança que envolvem inspeção de cargas, bagagens, tripulação e passageiros, visando prevenir que possíveis ocorrências com armas, explosivos e materiais ilícitos ou proibidos sejam introduzidos a bordo, sem autorização."

O protocolo inclui:

  • identificação dos tripulantes e passageiros e a checagem das bagagens quanto à quantidade, ao peso e às dimensões previstas;
  • utilização de detector manual de metais em buscas pessoais;
  • inspeção em pórtico detector de metais e raio-x;
  • inspeção por cães de faro dentro das aeronaves.

"Cabe ressaltar que os militares da FAB que desempenham funções relacionadas à Segurança e Defesa receberam novos treinamentos para operação de equipamentos, execução de procedimentos de inspeção e cumprimento rigoroso do controle de protocolos."

O informe diz ainda ter havido reforço na área de segurança operacional e no sistema de acesso da Base Aérea de Brasília.

FAB repudia conduta de sargento

O UOL questionou também a situação funcional dos militares investigados por participação no esquema de tráfico de cocaína. Em sua segunda nota, a FAB afirmou que "quanto aos demais militares mencionados, encontram-se em trâmite, sob sigilo, procedimentos investigatórios perante a Justiça Militar."

Leia o restante da nota abaixo:

"Ressalta-se que em eventuais apurações disciplinares, segundo o Decreto 76.322/75, em caso de concurso de crime e transgressão disciplinar, esta última só será apreciada para efeito de punição, quando da absolvição ou da rejeição da denúncia pela Justiça".

Já a exclusão dos militares a bem da disciplina, só será aplicada aos militares após terem sido condenados à pena restritiva de liberdade individual superior a 2 (dois) anos, em sentença transitada em julgado, conforme determina o Estatuto dos Militares (Lei 6880).

A respeito do questionamento sobre eventuais investigações de outros casos, a Força Aérea Brasileira não comenta processos judiciais e outras apurações conduzidas por outros órgãos. Cabe destacar que esse procedimento é pautado pela relação de respeito e cooperação entre as instituições da República.

A FAB reitera que atua para coibir irregularidades e que repudia condutas que não representam os valores, a dedicação e o trabalho do efetivo em prol do cumprimento de sua missão Institucional."

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