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Defesa de Wizard procura CPI e depoimento é marcado para dia 30, diz Aziz

O empresário Carlos Wizard é apoiador do governo Bolsonaro - Fabiano Accorsi/Divulgação
O empresário Carlos Wizard é apoiador do governo Bolsonaro Imagem: Fabiano Accorsi/Divulgação

21/06/2021 12h33Atualizada em 21/06/2021 21h04

O empresário Carlos Wizard marcou para o dia 30 seu depoimento à CPI da Covid. Wizard é suspeito de integrar um gabinete paralelo de aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro que priorizou medidas não científicas no combate à pandemia de covid-19 e desprezou a compra de vacinas.

O depoimento do empresário já foi marcado uma vez, para o dia 17, mas ele não compareceu ao Senado. Dessa vez os advogados de Wizard entraram em contato com a cúpula da CPI para marcar o depoimento. Na sequência a assessoria do presidente da comissão, Omar Aziz (PSD), marcou o depoimento.

"A despeito de ser de conhecimento das autoridades brasileiras que Carlos viajou aos EUA, onde possui residência, bem antes da instauração da CPI e, mesmo não tendo sido intimado pessoalmente, Wizard retornará ao Brasil e comparecerá à CPI", diz, por meio de nota, a defesa do empresário.

Depois que Wizard não compareceu à CPI, os senadores afirmaram que o depoimento dele era fundamental. Por isso pediram que o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizasse a condução coercitiva do empresário. Luís Roberto Barroso chegou a autorizar esse procedimento, mas Wizard não foi encontrado no Brasil

O empresário informou que estava nos Estados Unidos para visitar um parente. Ele também disse que pediu que desse o depoimento à CPI virtualmente, mas não foi atendido. Até agora todas testemunhas da CPI foram até o Senado.

A Justiça Federal em São Paulo já determinou a apreensão do passaporte de Carlos Wizard, o que deve acontecer assim que ele voltar ao Brasil.

Wizard foi alvo de quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático na CPI. Os senadores cogitam também quebrar o sigilo das empresas dele. O empresário tem um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal) para permanecer em silêncio durante o depoimento.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.