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Conteúdo publicado há
2 meses

Maia: Braga Netto deveria ter vergonha de fazer populismo

Colaboração para o UOL

22/07/2021 18h29

O deputado federal e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (sem partido-RJ) diz que não se surpreende com a ameaça às eleições de 2022 que o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, teria encaminhado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.

Em entrevista ao UOL News, Maia classificou a atitude de Netto como populista por questionar o sistema eleitoral.

"É a prática do populismo, que não questiona eleições via urna, mas as instituições. Essa é a prática, agora, sendo utilizada pelo comandante maior do Ministério da Defesa, que deveria ter vergonha do que está fazendo e representando nesse momento da vida política brasileira", disse.

O parlamentar afirmou que as instituições democráticas não podem aceitar esse tipo de ameaça. "O ministro Braga Netto já tinha soltado nota agredindo a CPI da Covid", lembrou. "É apenas uma escalada onde infelizmente o ministro da Defesa veste a roupa de político ao invés de comandante das Três Forças Armadas brasileiras."

Questionado por repórteres, Braga Netto negou ter ameaçado a democracia e disse que a notícia é uma "invenção" e uma "mentira".

Para Maia, "todos sabem que é verdade" as supostas ameaças. "É muito grave, a gente sabe que é verdade. Ele pode negar à vontade, todos sabem que é verdade."

Maia salientou que o sistema de votação atual é seguro. Atualmente, uma comissão especial na Câmara dos Deputados analisa a PEC do voto impresso.

"O sistema é seguro, pode ser modernizado no futuro, mas não num debate aonde populismo tenta questionar as instituições democráticas", afirmou.

O deputado ainda repercutiu a fala do vice-presidente Hamilton Mourão, que garantiu a realização das eleições do próximo ano. "É claro que haverá eleição, se o presidente não quiser disputar é um direito dele."

"Aliás, aqui entre nós, no passado, Jânio Quadros renunciou esperando ser chamado de volta. O Bolsonaro talvez fique falando essas coisas esperando uma mobilização a favor dele e sabemos que não existirá."

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