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Desmembramento do Ministério da Economia é 'humilhação', diz Rodrigo Maia

O deputado federal Rodrigo Maia comentou recriação do Ministério do Trabalho - Reprodução
O deputado federal Rodrigo Maia comentou recriação do Ministério do Trabalho Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

21/07/2021 15h38Atualizada em 21/07/2021 19h11

O deputado federal e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (sem partido-RJ) comentou nas redes sociais a divisão do Ministério da Economia para recriar a pasta da Previdência e Trabalho.

"Perder parte do ministério para o Onyx é uma humilhação", escreveu o político no Twitter.

Maia continuou, pedindo um exemplo de coisa boa que Onyx teria feito à frente da Casa Civil e do Ministério da Cidadania, pastas das quais já foi titular. "O Bolsonaro colocou um incompetente para cuidar do principal problema do Brasil que é a questão do emprego", declarou.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou mais cedo que deve fazer uma reforma ministerial até a semana que vem. Entre as mudanças previstas, está o esvaziamento do Ministério da Economia de Paulo Guedes para criar um novo Ministério do Trabalho. Segundo o blog da Carla Araújo, o órgão deverá se chamar Ministério do Emprego e da Previdência Social.

O nome mais cotado para assumir a chefia da pasta é Onyx Lorenzoni, atual ministro da Secretaria Geral da Previdência. Guedes já teria se reunido com Lorenzoni nesta manhã.

Para ocupar o lugar dele, seria escolhido o general Luiz Eduardo Ramos, que hoje ocupa a Casa Civil —que, por sua vez, seria assumida pelo líder do PP, o senador Ciro Nogueira (PI).

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.