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Tabata Amaral tenta atrair direita para 'protesto único' contra Bolsonaro

1º.jul.2021 - A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), durante sessão na Câmara - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
1º.jul.2021 - A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP), durante sessão na Câmara Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

26/07/2021 08h09Atualizada em 27/07/2021 07h54

A deputada federal Tabata Amaral (sem partido) declarou que está tentando dialogar com grupos da direita para a realização de um protesto único contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Tabata disse ao jornal O Estado de S.Paulo que está se esforçando para o MBL (Movimento Brasil Livre) e o Movimento Vem pra Rua participarem com o Acredito, movimento de renovação política fundado por ela, de uma manifestação política juntos no futuro. A parlamentar ainda afirmou que o seu papel é de "fazer ponte".

O Acredito está na organização das manifestações desde que aconteceu a primeira, a gente vem fazendo muito esforço para que o MBL e o Vem pra Rua, a direita, participem com a gente. Quem sabe mais pra frente consigamos fazer um só protesto. Se eu puder fazer ponte e trazer gente do outro lado vou fazer. É o que eu tento fazer todos os dias.(...) Cabe a mim fazer essa ponte e trazer a pessoa que votou no Bolsonaro, que está cansada da política, que não sabe nem o que é esquerda e direita, que é a grande maioria, para se manifestar contra esse governo."
Tabata Amaral ao Estadão

Para a parlamentar, é necessário que mais da metade dos parlamentares se posicionem em apoio dos mais de cem pedidos de impeachment de Bolsonaro protocolados na Câmara para que o assunto seja colocado em pauta na Casa.

"Não tem como colocar pessoas na rua e nada acontecer no Congresso. Então o pedido de impeachment vai ser pautado quando esse for o sentimento de mais da metade da casa. Por que o presidente pautaria um pedido que não tem o apoio dos parlamentares? Hoje pouco mais de 100 deputados, eu incluída, já se posicionaram a favor do impeachment. É isso que a gente tem que mudar. Nesse sentido, a CPI da Covid vem sendo fundamental. As manifestações contra Bolsonaro estão um pouco mais coloridas, mas ainda foram as da esquerda."

Sem partido há dois anos após deixar o PDT, Tabata disse que a sigla tentou uma reaproximação com ela para "colocar panos quentes" nos conflitos advindos de sua saída. Apesar dos embates, a deputada afirmou que isso não a impedirá de fazer outra parceria com eles e, inclusive, votar em Ciro Gomes em vez de Lula (PT) ou Bolsonaro nas eleições de 2022.

"Enfim, em diferentes momentos o PDT tentou uma reaproximação, mas foi numa linha de vamos colocar panos quentes, e menos numa linha de erramos com você, fomos machistas, etc. Então o que aconteceu nunca vai me impedir de fazer uma parceria com o PDT ou inclusive se, é que eu não acho que vai ser o caso, mas, se for o caso, Ciro versus Lula, Ciro versus Bolsonaro, eu não teria dúvida de votar no Ciro", declarou.

Tabata ainda disse estar conversando com "vários partidos" para sua nova filiação, entre eles o PSB, no entanto, deseja "estar num projeto viável contra o presidente Bolsonaro". Declarada de "centro-esquerda", a deputada deixou claro que a sua nova sigla precisa deixá-la fazer enfrentamento ao atual mandatário.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no 2° parágrafo desta matéria na primeira versão, o Movimento Acredito pretende participar de uma manifestação futura junto com o MBL e o Movimento Vem pra Rua, e não está definido se estará no ato marcado para o dia 12 de setembro. A informação já foi corrigida.

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