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"Centrão está no comando", diz Kajuru sobre governo Bolsonaro

Jorge Kajuru - Jorge William / Agência O Globo
Jorge Kajuru Imagem: Jorge William / Agência O Globo

Rafael Neves

Do UOL, em Brasília

25/07/2021 13h16Atualizada em 25/07/2021 13h20

Já anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, a nomeação do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil foi criticada por Jorge Kajuru (Podemos-GO), colega de Nogueira na Casa. Em entrevista à Jovem Pan no dia 22, Kajuru disse considerar que a decisão do presidente comprova que "o centrão está no comando" do governo.

"Saber que o Ciro vai para Casa Civil é baixar o nível ao subterrâneo", comentou Kajuru à rádio. O senador considera que a crescente ligação de Bolsonaro com o centrão, liga informal de partidos que dão sustentação ao governo, pode prejudicar as chances eleitorais do presidente para 2022.

Na última quinta, Bolsonaro defendeu a indicação de Nogueira e afirmou que é, ele próprio, originário desse grupo. "O centrão é um nome pejorativo, eu sou do centrão. Eu fui do PP metade do meu tempo, fui do PTB, fui do então PFL, no passado integrei siglas que foram extintas como o PRB", declarou o presidente.

Kajuru, no entanto, vê a aproximação como perigosa para o futuro do governo. "A credibilidade do centrão é zero. Eles têm espaço na TV, são partidos com capilaridade, mas o presidente não pode achar que isso basta", opinou o senador.

Para o senador, Bolsonaro não se envolveu pessoalmente em nenhum caso de corrupção, mas não tem como garantir que o governo está imune. "Esse é o perigo: o presidente prometeu que não roubaria, mas não pode achar que não vai deixar que roubem", avaliou.

Apesar da análise, Kajuru pensa que a relação do Planalto com estes parlamentares é inevitável. "Eu penso uma coisa: Bolsonaro não pode ser 100% culpado por ter que se relacionar com o centrão. Nem Deus conseguiria governar sem ter que se acordar com esse pessoal. É um pessoal com força de voto no Congresso, mas é faminto, quer o poder para fazer negócio", disse ele à rádio.

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