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1 mês

Coronel Blanco nega ter pedido comissionamento a Davati por venda de vacina

Coronel da reserva Marcelo Blanco da Costa em depoimento à CPI da Covid - Jefferson Rudy/Agência Senado
Coronel da reserva Marcelo Blanco da Costa em depoimento à CPI da Covid Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Hanrrikson de Andrade e Rayanne Albuquerque

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

04/08/2021 12h05Atualizada em 04/08/2021 12h05

O tenente-coronel da reserva do Exército Marcelo Blanco, ex-assessor do Ministério da Saúde apontado como possível elo entre a empresa Davati Medical Sypply e a pasta negou em depoimento à CPI da Covid ter negociado "comissionamentos" durante os acordos sobre vendas de imunizantes contra o vírus.

Eu jamais fiz qualquer pedido de comissionamento ou qualquer tipo de vantagem. Isso daí é absolutamente desconectado com a realidade Coronel Blanco

A resposta de Blanco foi dada após questionamentos feitos pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, senador Renan Calheiros (MDB-AL) sobre os acordos de remuneração firmados para intermediar as negociações das vacinas.

Após a negativa de Blanco, o presidente da CPI da Covid disse que o colegiado se encontra "estarrecido" com a quantidade de pessoas "desqualificadas" que fizeram contato com o Ministério da Saúde durante o momento mais grave do avanço da pandemia.

O militar está sendo cobrado a dar explicações sobre como ocorreu a aproximação entre o policial militar Luiz Paulo Dominguetti com o ex-diretor de logística do ministério Roberto Dias. A Davati tentava ofertar ao governo um suposto lote de 400 milhões de doses da AstraZeneca, contra a covid-19.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.