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Negócios com Brasil estão 'no mais alto nível', diz presidente da Colômbia

Os presidentes da Colômbia, Iván Duque, e do Brasil, Jair Bolsonaro, se cumprimentam em evento on Planalto - Evaristo Sá/AFP
Os presidentes da Colômbia, Iván Duque, e do Brasil, Jair Bolsonaro, se cumprimentam em evento on Planalto Imagem: Evaristo Sá/AFP

Do UOL, em Brasília

19/10/2021 13h50Atualizada em 19/10/2021 13h50

Após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um almoço para discutir acordos econômicos, o presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, que busca atrair investimentos, afirmou em entrevista coletiva no Palácio do Planalto que as relações bilaterais entre Brasil e Colômbia estão "no seu nível mais alto nível".

"O ponto alto também está na cooperação que firmamos hoje sobre ciência e tecnologia, seguridade e defesa, entre outros temas", declarou Iván Márquez.

O presidente colombiano também disse que, nos encontros que teve com "mais de 60 empresários" em São Paulo, "compromissos materializados" permitirão um aumento dos acordos bilaterais em até R$ 1,4 bilhão de dólares.

Em seu discurso à imprensa, Marques em um aceno a Bolsonaro disse que ambos os países "defendem a iniciativa privada", mas não deixam de se preocupar com "um propósito nobre, que é a conservação e proteção da Amazônia".

Já Jair Bolsonaro afirmou que o país vizinho pretende "renovar a frota de aviões da família dos Super Tucanos", da Embraer, e que as novas cooperações permitirão a preservação da Amazônia e o desenvolvimento econômico de ambos os países.

Antes do encontro e por meio da agenda oficial, o governo colombiano havia divulgado que a presença presidente Iván Marques no Brasil diz respeito a acordos bilaterais no âmbito econômico, com a pretensão de adquirir investimentos a setores da economia colombiana. O chefe do Executivo da Colômbia chegou no Brasil no último domingo (17).

A conversa entre os presidentes pretendia revisar acordos bilaterais, além de assinar sete instrumentos de cooperação, econômicos e de defesa, que, segundo afirmam os chefes de Estado, ajudarão a reativar a economia, afetada pela pandemia.

Um dos acordos diz respeito à ampliação da cooperação entre a Polícia Nacional (da Colômbia) e a Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas.

Iván Marquéz também tenta reativar o investimento estrangeiro e o comércio em seu país, ambos afetados pela pandemia do novo coronavírus. A produção de vacinas contra a covid-19 também foi discutida entre os presidentes.

No âmbito econômico, os instrumentos fazem referência à pesquisa e formação técnica de brasileiros e colombianos em diversas áreas, à promoção de exportações e investimentos, à prestação de serviços aéreos e ao tratamento de água e saneamento básico nos dois países.

No encontro com Bolsonaro, o presidente colombiano também abordou temas políticos e ambientais como a proteção da Amazônia, o combate aos efeitos das mudanças climáticas, a defesa da democracia na América do SUL e a segurança nas fronteiras.

Antes do encontro, o Itamaraty, responsável pela diplomacia brasileira, chegou a divulgar que a reunião visava "estreitar laços nos diferentes temas da agenda bilateral, com destaque para questões relacionadas a comércio, investimentos, agricultura, tecnologia, energia, saúde, segurança, cooperação fronteiriça e migrações".

O representante colombiano também se encontrará hoje com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

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