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Paulo Marinho retruca Bolsonaro: 'Quem quer o mandato do Flávio é o MP'

Paulo Marinho esteve diretamente envolvido na campanha presidencial que elegeu Jair Bolsonaro - Ricardo Borges/UOL
Paulo Marinho esteve diretamente envolvido na campanha presidencial que elegeu Jair Bolsonaro Imagem: Ricardo Borges/UOL

Do UOL, em São Paulo

27/10/2021 17h30

O empresário Paulo Marinho, ex-presidente do PSDB no Rio, respondeu com ironia às indiretas feitas a ele pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manhã de hoje durante entrevista ao filho do tucano na Jovem Pan News. Ele demonstrou surpresa com a atitude "descortês" do presidente e disse que Bolsonaro repete "ladainha".

"Sabe qual é a diferença entre nós, capitão? É que eu eduquei os meu filhos para serem honestos, pessoas do bem, e para não temerem os poderosos como você. Essa é a nossa diferença", disse.

Mais cedo, o Bolsonaro se irritou com uma pergunta do humorista André Marinho, do programa Pânico, relacionada à 'rachadinha'. Ao ser questionado se "Rachador teria que ir para cadeia" durante o programa da TV Jovem Pan News, Bolsonaro respondeu com irritação, dizendo: "seu pai quer a cadeira do Flávio Bolsonaro", em referência a Paulo Marinho, que é suplente do senador.

Paulo Marinho, então, respondeu em vídeo postado no Instagram: "Aliás, capitão, para de repetir essa ladainha de que eu quero o mandato do seu filho Flávio Bolsonaro. Quem quer o mandato do Flávio é o Ministério Público, capitão, não sou eu."

André Marinho já tinha frequentado o noticiário político recentemente ao fazer imitações durante um jantar com Michel Temer (MDB), com referências à carta de recuo de Bolsonaro após as ameaças golpistas de 7 de Setembro. Além do ex-presidente, que fez o esboço da carta, estavam presentes no jantar outros políticos e empresários.

Paulo Marinho, ex-aliado de Bolsonaro

O empresário Paulo Marinho foi um dos principais aliados de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Além disso, ele é suplente do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

A uma reportagem da Folha de S.Paulo, Marinho disse que Flávio revelou a ele, em 2018, ter recebido informações privilegiadas da PF (Polícia Federal) sobre Fabrício Queiroz - um dos mais importantes assessores do então deputado estadual no Rio. Segundo a matéria, Flávio foi avisado com antecedência de que Queiroz era alvo de uma investigação.

À época, o senador Flávio Bolsonaro negou que foi informado pela PF e disse que Marinho quer sua vaga no Congresso Nacional.

Prática de rachadinha é crime

No começo de setembro, uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que tornou inelegível a candidatura de uma vereadora da cidade de São Paulo por praticar rachadinhas criou jurisprudência para futuras decisões da Justiça Eleitoral sobre o tema. A prática de rachadinha consiste quando um político desvia parte ou inteiramente os salários e benefícios de assessores parlamentares para si.

No caso das acusações de rachadinha que pesam contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) quando era deputado estadual, ele se defendeu no Ministério Público do Rio de Janeiro argumentando que seus assessores trabalharam principalmente durante as campanhas eleitorais. O caso do senador está parado na Segunda Turma do STF, que avalia o foro privilegiado do parlamentar.

Além de Flávio, o próprio presidente é suspeito de fazer uso da prática na época em que era deputado federal, bem como o filho 02 do mandatário, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

* Com informações do Estadão Conteúdo

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