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Vice da Câmara diz que Bolsonaro no PL 'não é uma situação cômoda'

Marcelo Ramos é crítico do presidente Jair Bolsonaro - Agência Câmara
Marcelo Ramos é crítico do presidente Jair Bolsonaro Imagem: Agência Câmara

Do UOL, em São Paulo

08/11/2021 19h50

O vice-presidente da Câmara, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), descreveu hoje a possível filiação do presidente Jair Bolsonaro como uma situação que não é cômoda para ele, e que irá se pronunciar sobre o assunto em momento oportuno.

"Em respeito ao partido que sempre me tratou com respeito, não falarei sobre a filiação de Bolsonaro. Por enquanto?Todos sabem que não é uma situação cômoda pra mim e, no momento oportuno, irei me pronunciar", escreveu ele no Twitter.

Ramos é crítico de Bolsonaro e já disse que ele "ameaça a ordem democrática".

Mais cedo, o presidente disse que está "99% fechado" para se juntar ao PL, sigla encabeçada pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto. Em um áudio, Valdemar confirma a filiação e diz que verá quando isso acontecerá.

"Sempre falo com o presidente. Sempre tive contato com o Bolsonaro. Agora, tivemos o contato anterior e as coisas andaram. Fiz nossa gravação convidando ele para vir par ao partido. Hoje ele [Bolsonaro] me informou que falou com o Ciro [Nogueira, do PP], falou com os outros partidos. Ele tem que se entender com todos, nós temos que nos entender para que todos sejam atendidos. Porque política é isso", disse Costa Neto na gravação.

"Hoje, o PP tem a presidência da Câmara. Amanhã, vamos querer ter essa presidência. Tem a reeleição do Arthur [Lira, do PP], vamos apoiar e depois de nós vem o PRB [Republicanos]. Todos têm que crescer, todos têm que ter essa vantagem, não pode ficar para trás. Se temos um grupo, temos que estar unidos. Mas ele [Bolsonaro] falou comigo que falou com Ciro hoje, Ciro entendeu, vamos tocar para frente o assunto e vamos ver quando vamos fazer a filiação", conclui o ex-deputado na gravação.

Bolsonaro está sem partido há quase dois anos, desde que deixou o PSL por desentendimentos com a cúpula da legenda. Ele tentou criar o Aliança Pelo Brasil, mas o projeto acabou não saindo do papel a tempo.

Ele também chegou a discutir seu retorno ao Progressistas (PP), pelo qual foi deputado de 2005 a 2016 e atual partido do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.