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Bolsonaro diz que é um 'cara do centrão' e defende conversas com PP e PL

"Muita gente fala: "Ah, o centrão"... Votaram num cara do centrão", disse Bolsonaro, durante evento no Paraná - Adriano Machado/Reuters
"Muita gente fala: 'Ah, o centrão'... Votaram num cara do centrão", disse Bolsonaro, durante evento no Paraná Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

05/11/2021 16h45Atualizada em 05/11/2021 18h18

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) minimizou hoje as críticas à relação do governo federal com parlamentares do centrão, reforçando que ele mesmo, quando deputado federal, pertencia ao bloco. Ele também afirmou que está na "iminência" de decidir a qual partido se filiará e que há três siglas possíveis — entre elas, o PP, do centrão.

"Quem podia imaginar ser presidente? Nem imaginava ser deputado federal, fui por 28 anos no PP do [deputado federal] Ricardo Barros. Muita gente fala: 'Ah, o centrão'... Votaram num cara do centrão. Tenho que conversar com o PP, com o PL... Não posso conversar com o PSOL. Conversar com o PSOL, só se for para legalizar drogas", declarou o presidente, durante evento em Ponta Grossa (PR).

Barros (PP-PR) é líder do governo na Câmara dos Deputados e já havia sido citado por Bolsonaro no início de seu discurso. Na ocasião, o presidente cumprimentou o deputado e disse que seu partido, o PP, é um dos três com quem está negociando uma filiação para 2022.

"Ricardo Barros... Ele continua no PP, né? Eu estou sem partido, eu estou solteiro por enquanto. Tem três entidades que querem casar comigo, uma é o PP do Ricardo Barros aí", disse, sem revelar quais são os outros dois.

Eu estou na iminência de decidir [meu partido para 2022]. Tem três partidos me namorando. Por enquanto sou bonito, não sei amanhã. Vou ter que decidir por um.
Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa (PR)

Indireta a Moro?

Durante o discurso, Bolsonaro também elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, dizendo que "agora" a pasta tem um bom chefe — uma possível indireta ao ex-juiz Sergio Moro, o primeiro a ocupar o cargo em seu governo.

A declaração foi feita no momento em que o presidente comentava sobre a decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) que pode reabrir o processo da facada sofrida por ele em 2018, em Juiz de Fora (MG), ainda durante a campanha eleitoral.

"Agora vamos ter quebras dos sigilos telefônico, fiscal, imagens. Vamos chegar, realmente, no final da linha. Foi da cabeça dele [Adélio Bispo de Oliveira] aquela tentativa ou não? Eu acho que não, até pela estrutura que ele tinha junto de si. Agora a Polícia Federal tem um bom comandante, temos um bom ministro da Justiça, diferentemente de lá no passado", disse Bolsonaro.

E não queremos a verdade por revanchismo, é a verdade pela verdade. Lá atrás eles não queriam, até hoje não querem, desvendar o caso Celso Daniel. Me interessa desvendar o caso Marielle [Franco], o caso Jair Bolsonaro em Juiz de Fora... Isso é salutar para todos nós. A verdade tem que ser, realmente, o nosso norte.
Jair Bolsonaro, em Ponta Grossa (PR)

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