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Conteúdo publicado há
6 meses

"Nunca vi nada tão grave", diz Alessandro Molon sobre orçamento secreto

Colaboração para o UOL

09/11/2021 09h57Atualizada em 09/11/2021 11h12

O deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição, disse, em entrevista ao UOL News hoje (9), que a revelação do "orçamento secreto" no Congresso é o episódio mais grave que já aconteceu no Legislativo.

"Eu considero esse orçamento paralelo ou secreto o que eu já vi de mais grave na minha experiência no Parlamento. Nunca vi um esquema nesse volume de recursos", afirmou, ao ser questionado sobre uma comparação com o "mensalão", esquema de compra de votos protagonizado pelo PT.

Às vésperas da votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios - aprovada em primeiro turno na Câmara -, o governo Bolsonaro liberou quase R$ 1 bilhão em emendas a deputados. Foram R$ 909,7 milhões em emendas de interesse dos deputados federais em apenas dois dias, a partir do chamado "orçamento secreto".

"É um grande retrocesso para o país, é desnecessário. Não precisa aprovar PEC alguma pra garantir recursos para o Auxílio Brasil. Está sendo aprovada porque abre espaço pra outros gastos do governo", avaliou Molon.

Suspensão do orçamento secreto

Hoje, o STF (Supremo Tribunal Federal) julga três processos que pedem a suspensão do pagamento de emendas do chamado "orçamento secreto" do Congresso. Até as 23h59 de amanhã, os ministros deverão definir se mantêm ou derrubam a decisão da relatora do caso, ministra Rosa Weber, de interromper os repasses na última sexta-feira (5).

O deputado Alessandro Molon defendeu a decisão da ministra e disse não ver interferência no Legislativo. "Estamos falando do orçamento do país inteiro. A ministra não realizou nenhuma interferência indevida", disse.

A suspensão determinada pela ministra provocou críticas de Bolsonaro e reação imediata do Congresso, que trabalha desde o último final de semana para reverter a medida. Tanto a Câmara quanto o Senado pediram ontem, no processo, que a decisão de Weber seja revogada.

Além de se manifestar oficialmente, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi ontem ao STF e se reuniu com o presidente da Corte, Luiz Fux. No encontro também estavam o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), e o relator-geral do orçamento, deputado Hugo Leal (PSD-RJ).

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