PUBLICIDADE
Topo

Política

Conteúdo publicado há
1 mês

Mulher de Zé Trovão diz que foi impedida de visitá-lo por não ter vacina

Caminhoneiro é investigado pela Procuradoria Geral da República - Reprodução/Redes sociais
Caminhoneiro é investigado pela Procuradoria Geral da República Imagem: Reprodução/Redes sociais

Sara Baptista e Eduardo Militão

Do UOL, em São Paulo e Brasília

05/12/2021 00h06Atualizada em 05/12/2021 13h46

A mulher do caminhoneiro bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, disse neste sábado (4) que foi impedida de visitar o marido na prisão porque não tinha o comprovante de que tomou vacina contra a covid-19. O UOL apurou que realmente ela foi barrada na Penitenciária Industrial de Joinville (SC), mas pessoas que trabalham no local não souberam informar o motivo.

Desde que Zé Trovão foi preso, no dia 26 de outubro deste ano, sua mulher, Jéssica, assumiu a administração do canal do caminhoneiro no Telegram. Lá, ela comunicou que não conseguiu fazer a visita.

04.dez.2021 - Mulher de Zé Trovão reclama por ser barrada em penitenciária - Reprodução/Telegram - Reprodução/Telegram
"Não fui avisada que precisaria disso", reclamou esposa
Imagem: Reprodução/Telegram

"Hoje eu teria uma visita presencial com o Marcos, porém fui barrada na portaria por não ter as vacinas", escreveu Jéssica. "Não fui avisada, nem comunicada que precisaria disso! É inacreditável!", completou.

Ela ainda disse que estava ansiosa para encontrar o marido, que não vê há um mês. "Eu esperei por um mês ver, sentir o meu marido e fui proibida, está tudo invertido", reclamou.

Pelas regras da penitenciária, é preciso ter tomado as duas doses de uma das vacinas contra covid-19 para visitar os presidiários Defensores do caminhoneiro disseram desconhecer o problema com Jéssica.

Zé Trovão é investigado por ter articulado atos contra as instituições nos atos de 7 de setembro em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O pedido de prisão dele foi feito pela Procuradoria Geral da República, que afirmou que o caminhoneiro e outras pessoas aliadas a ele planejavam invadir as sedes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso durante o feriado.

Ele ficou quase dois meses foragido no exterior e no final de outubro voltou ao Brasil e se entregou à Polícia Federal em Joinville, em Santa Catarina, onde mora.

Política