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Política

Zé Trovão passou dois dias com a família antes de se entregar à PF

Eduardo Militão e Rafael Neves

Do UOL, em Brasília

28/10/2021 13h58Atualizada em 28/10/2021 21h03

Na estratégia de se entregar à Polícia Federal e tentar ver sua ordem de prisão ser derrubada posteriormente, o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira Gomes, o Zé Trovão, ainda conseguiu passar dois dias com a família, em Joinville (SC).

A Procuradoria-Geral da República pediu a prisão do ativista porque entendia que ele incitou atos antidemocráticos, como um suposto plano para invadir o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), em apoio ao presidente Jair Bolsonaro no feriado de 7 de Setembro,

O pedido foi autorizado pelo relator do inquérito na Corte, o ministro Alexandre de Moraes. Mas, apesar disso, Zé Trovão conseguiu deixar o Brasil e fugir para o México — ele ficou foragido por mais de dois meses.

Também sem ser interceptado pela polícia, o caminhoneiro conseguiu retornar ao Brasil. Segundo duas fontes que acompanham o caso e foram ouvidas pelo UOL sob a condição de anonimato, Zé Trovão saiu da cidade do México na sexta-feira (22) e chegou a Lima, no Peru, num voo da companhia aérea Latam.

De lá, ele foi para o Paraguai, até Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. Há divergências de relatos sobre como foi a forma em que ele cruzou a Ponte da Amizade e chegou a Foz do Iguaçu (PR), no lado brasileiro. Não se sabe se ele foi a pé ou mesmo com um taxista de motocicleta.

Em Foz, Trovão entrou num carro. Sem ser parado em nenhuma blitz, chegou a Joinville (SC) no domingo (24). Lá, reviu os familiares e ficou recolhido até terça-feira (26).

Na terça, o caminhoneiro bolsonarista foi até a unidade da Polícia Federal em Joinville. "O preso se apresentou no início da tarde na delegacia", informou a corporação em nota.

No mesmo dia, a defesa apresentou um pedido de relaxamento de prisão ao Supremo Tribunal Federal.

Zé Trovão faz vaquinha pró-Bolsonaro

Grupo arrecadou R$ 50 mil em poucos dias

Como mostrou o UOL, depois que o STF ordenou o confisco de contas bancárias ligadas ao movimento político de Zé Trovão, foram recolhidos cerca de R$ 50 mil arrecadados nos primeiros dias de agosto.

Com o fechamento das contas, ele e outros ativistas bolsonaristas abriram novas contas bancárias. Das nove contas identificadas pela reportagem, algumas incluíam até bitcoins, um tipo de criptoativo.

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