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Moro em 3º é mais fracasso de Bolsonaro que herança da Lava Jato, diz Dino

Dino ainda afirmou que eleição está aberta, mas que é "praticamente impossível" que Lula não vá ao 2º turno - Valter Campanato/Agência Brasil
Dino ainda afirmou que eleição está aberta, mas que é "praticamente impossível" que Lula não vá ao 2º turno Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

06/12/2021 16h31Atualizada em 06/12/2021 19h21

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), atribuiu a terceira posição de Sergio Moro (Podemos) nas últimas pesquisas eleitorais ao "fracasso" do presidente Jair Bolsonaro (PL) na gestão socioeconômica e da pandemia, negando que as intenções de voto do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública sejam motivadas pela Operação Lava Jato.

Dino também disse ser "muito cedo" para excluir Ciro Gomes (PDT) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), da briga pelos primeiros lugares nas eleições presidenciais de 2022.

"Moro mantém agora um patamar eleitoral razoável muito mais pelo fracasso de Bolsonaro do que propriamente pela herança do chamado 'lavajatismo'. O fracasso de Bolsonaro na gestão econômica e social, na gestão sanitária, é que deixou esse espaço. Ciro estava tentando ocupar, agora Moro, tem Doria... Eles vão tentar deslocar Bolsonaro do segundo turno", avaliou o governador em entrevista à revista Carta Capital.

Ciro tem muitas virtudes, muitos talentos, conhecimento da realidade. É um grande orador, tanto em entrevistas quanto em debates. Ele tem atributos que o Sergio Moro não tem. (...) [E] Acho esquisito que certos analistas estejam colocando Doria totalmente fora da briga pelo terceiro ou quarto lugar. Doria se elegeu prefeito, se elegeu governador, ganhou as prévias. Acho que ele também está aí nessa confusão.
Flávio Dino, governador do Maranhão

Dino ainda disse acreditar que haverá mudanças na disputa à medida que as eleições vão se aproximando, mas reconheceu ser "praticamente impossível" que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vem liderando todas as pesquisas, esteja fora de um eventual segundo turno.

"Hoje você tem tendências. Se a eleição fosse hoje, Lula venceria. O segundo turno seria ele e Bolsonaro, e Sergio Moro disputaria com Ciro a terceira colocação. Essa é a foto de hoje, dezembro [de 2021]. Quando chegar em julho, agosto [de 2022], com certeza a foto poderá ser outra", afirmou.

Vantagem de Bolsonaro

Para Dino, o resultado das eleições de 2022 ainda está em aberto, mas na disputa entre Bolsonaro e Moro por um lugar no segundo turno, o atual presidente leva vantagem. Isso porque, na visão do governador, Bolsonaro já tem uma relação com segmentos populares — o que o ex-juiz ainda não tem.

"Creio que, não obstante seja uma eleição aberta, Bolsonaro mantém um favoritismo em relação ao Moro. Bolsonaro é um líder nacional estabelecido, e tem um estranho, mas tem... Este estranho carisma", analisou. "Repito, é uma eleição aberta. Moro pode passar Bolsonaro? Pode, mas não é provável, na minha ótica."

Acho que é muito cedo [para analisar]. Até porque creio que 80% da população ainda não sintonizou com precisão o cardápio disponível para 2022.
Flávio Dino, governador do Maranhão

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