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Homem que venceu sorteio diz não conseguir manter tríplex atribuído a Lula

Fachada do prédio Solaris na praia das Austúrias, no Guarujá (SP), onde no último andar está o tríplex associado ao ex-presidente Lula - Eduardo Knapp/Folhapress
Fachada do prédio Solaris na praia das Austúrias, no Guarujá (SP), onde no último andar está o tríplex associado ao ex-presidente Lula Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

Caio Mello

Do UOL, em São Paulo

31/05/2022 19h10

O tríplex que chegou a ser atribuído ao ex-presidente Lula durante investigações da Operação Lava Jato foi sorteado no site Pancadão de Prêmios para Antônio Nóbrega, de 63 anos. O sortudo, que trabalha com empreendimentos imobiliários, disse que não tem condições financeiras de manter o apartamento e que, por isso, pretende vendê-lo.

Ao UOL, Nóbrega disse que recebeu a notícia enquanto assistia a uma partida de futebol no domingo e que custou a acreditar que o telefonema recebido era verdadeiro. Somente depois, ao confirmar a informação, parou para pensar no que faria, apesar de "ainda estar atordoado" com a sorte.

Morador da da zona leste de São Paulo, Nóbrega diz que, por conta do alto valor para manter o tríplex, quer vender o imóvel e com o dinheiro (avaliado em R$ 3 milhões) investir no próprio ramo imobiliário com o qual trabalha. Ele também afirmou que seria difícil alugar o apartamento, pelos altos custos que envolveriam a operação.

Nóbrega já morou no litoral de São Paulo, em Bertioga e em São Vicente, mas disse conhecer pouco o Guarujá.

Entenda o caso

O ex-presidente Lula foi acusado pelo Ministério Público Federal de ter recebido propina da empreiteira OAS. Ele foi condenado em três instâncias, em que a pena foi fixada em oito anos, dez meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O crime teria ocorrido por supostos pagamento de propina destinada ao PT, em troca do favorecimentos da OAS em contratos na Petrobras.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal anulou todas as condenações do petista, por entender que a competência jurídica do caso seria de Brasília e não de Curitiba. O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), que julgou as ações, foi considerado suspeito.

Moro determinou, em 2018, a venda do tríplex por meio de um leilão público. O empresário Fernando Gontijo o comprou por R$ 2,2 milhões, mas decidiu sortear o imóvel no site de prêmios mencionado.

O sorteio teve a campanha iniciada em novembro do ano passado, no qual os interessados precisariam pagar R$19,90 ao mês até a data da última sexta-feira (27) para concorrerem. O site responsável utilizou como base números da Loteria Federal da Caixa e vinha promovendo o sorteio do tríplex com o uso de memes nas redes sociais.

Atualmente, o apartamento tem valor estimado em R$ 3 milhões.

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