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PGR pede que Supremo arquive investigação da CPI da Covid contra Barros

Deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara  - Agência Senado
Deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara Imagem: Agência Senado

Gabriela Vinhal e Paulo Roberto Netto

do UOL, em Brasília

10/06/2022 18h51Atualizada em 10/06/2022 18h53

A Procuradoria-Geral da República pediu nesta sexta-feira (10) que o STF (Supremo Tribunal Federal) arquive a investigação sobre a atuação do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), no Ministério da Saúde.

O deputado foi indiciado pela CPI da Covid no Senado, ainda no ano passado, por supostas irregularidades nas negociações de compra de vacinas contra a covid-19.

Segundo a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, não há provas suficientes para se afirmar que Barros "tenha atuado em benefício de pretensões privadas".

"Não há sequer indícios de verossimilhança do ato criminoso imputado ao requerente, subsistindo tão somente uma hipótese criminal sustentada no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia", escreveu Lindôra.

O parecer da CPI imputava ao deputado a suposta prática de advocacia administrativa, cujo crime ocorre quando um funcionário público usa o cargo para defender interesses próprios.

"Exauridas as investigações preliminares, constata-se que os fatos em apuração não ensejam a instauração de inquérito sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, tampouco contêm elementos informativos capazes de justificar, per si, o oferecimento de denúncia, estando ausente justa causa para deflagração de ação penal em face do Deputado Federal", completou.

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