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'Vamos crescer mais do que os pessimistas estão prevendo', diz Lula

Do UOL*, em São Paulo

03/04/2023 10h08Atualizada em 03/04/2023 10h52

O presidente Lula disse acreditar, durante reunião com ministros, que o Brasil deve crescer "mais do que os pessimistas estão prevendo".

O que disse Lula?

O presidente fez a declaração em decorrência dos anúncios dos 100 dias de governo, que serão detalhados na próxima semana.

Lula criticou "avaliações negativas" de que o PIB vai crescer "0,1% por ano".

Ele condicionou os resultados ao trabalho do governo: "Vai depender muito da disposição do governo".

Como exemplo, Lula citou arcabouço fiscal e viagem de ministro à China. "Olha a cara de felicidade dele [Haddad]", disse o presidente a respeito da proposta de regra fiscal, apresentada na semana passada. Lula também mencionou negociações do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, com autoridades chinesas —entre elas, o fim do embargo à carne brasileira após um caso de "vaca louca".

Focus, Banco Central e governo: quais as expectativas?

Focus: a pesquisa semanal do mercado aponta para um crescimento de 0,9% em 2023.

Banco Central: estimativa foi de 1,0% para 1,2% no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) da semana passada

Ministério da Fazenda: Secretaria de Política Econômica estimou expansão de 1,6% na atividade econômica este ano, segundo boletim do dia 17 de fevereiro

Presidente de volta ao Planalto

A reunião ministerial marca a volta de Lula ao Palácio do Planalto após uma pneumonia leve deixá-lo despachando do Palácio da Alvorada, sua residência oficial, ao longo da última semana.

Leia declarações do presidente na reunião

Estou convencido de que o país vai dar um salto de qualidade. Não concordo com avaliações negativas de que o PIB vai crescer 0,1%, zero não sei das quantas. Vamos ver quando a economia micro, pequena e média começar a acontecer nos rincões do pais, quando as pessoas começarem a produzir mais, comprar mais, vender mais."

Acho que vamos crescer mais do que os pessimistas estão prevendo. [...] Vai depender muito, mas muito, da disposição do governo, da disposição e discurso da área econômica, do setor da área produtiva, porque se ficar apenas lamentando o que a gente acha que não vai acontecer, ninguém vai investir em cavalo que não corre. Se você está numa corrida de cavalos dizendo que seu cavalo é pangaré, que está com gripe, está cansado, ninguém vai fazer nenhuma aposta."

*Com informações do Estadão Conteúdo