Conteúdo publicado há 9 meses

Defesa de Mauro Cid diz que recebeu ligação de advogado de Bolsonaro

O advogado Cezar Bitencourt, que defende o tenente-coronel Mauro Cid, disse que recebeu ligação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o advogado Paulo Cunha Amador, após a publicação de reportagem da revista Veja na qual afirma que Cid iria assumir a venda de um Rolex recebido pelo ex-presidente.

O que aconteceu

Bitencourt negou, porém, que tenha sofrido algum tipo de pressão. "Defesa de Bolsonaro me ligou ontem, mas não me intimidou", afirmou o advogado do tenente-coronel em entrevista à GloboNews.

Defensor disse que dinheiro vivo de venda de Rolex foi para Bolsonaro ou Michelle.

Dinheiro foi para o Bolsonaro ou para a primeira-dama. Não sei se foi entregue para quem de direito. Não tinha outra forma de fazer as coisas. Se foi em mãos, na caixinha do correio, na caixa em cima da mesa dele, eu não sei. Mas foi em espécie. [...] A expressão usada [por Bolsonaro] foi mais ou menos assim. Como deu problema com esse relógio, ele disse: 'Cid, pega esse relógio e resolve esse problema. Cezar Bitencourt, advogado de Mauro Cid

Sobre o teor da confissão do tenente-coronel, o advogado disse não ter "procuração para fazer confissão em nome do cliente". "Ele vai esclarecer os fatos, falar dos fatos, que ele praticou a responsabilidade que ele tem. Mas isso não é uma confissão. Vamos falar das circunstâncias", afirmou.

Advogado confirmou que vai se encontrar com Alexandre de Moraes. Segundo ele, a reunião vai ser na próxima segunda-feira (21), e vai servir para ele definir qual estratégia vai seguir na defesa de Mauro Cid.

Caso não se refere a conjunto de joias, só Rolex, disse advogado

"Não tem nada a ver com joias. [Me referia] ao relógio, que é uma joia". O advogado nega ter dito que a venda foi feita a mando de Bolsonaro e disse que Mauro Cid era apenas o "ajudante de ordens" e "cumpria ordens". Ele ainda criticou a publicação da revista Veja.

"Não disse que foi a mando do Bolsonaro. Eu também não disse que [Cid] estava entregando, dedurando Bolsonaro. Apenas que era um assessor e que cumpriu ordens", afirmou o advogado.

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"Para um entendedor, meia palavra basta. E o Cid foi atrás, tentou vender. As condições não eram boas, embora tenha conseguido. Depois foi problema, foi atrás do Rolex, buscar esse Rolex", acrescentou.

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