Conteúdo publicado há 2 meses

Silvio Almeida rebate deputado sobre relação com CV: 'Tomarei providências'

O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, discutiu com o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) após o bolsonarista insinuar que ele teria relação com a organização criminosa Comando Vermelho em audiência na Câmara nesta terça-feira (5).

O que aconteceu

Pollon perguntou se a suposta relação de Almeida com o CV já existia antes da chegada dele ao ministério. "É público e notório que o senhor recebeu a 'Dama do Tráfico' em seu ministério e seu ministério custeou a vinda dela. O senhor, como advogado, tinha relações anteriores com o CV ou essas relações só se deram após sua posse como ministro?".

O ministro, então, pede para o deputado esclarecer se está o relacionando à organização criminosa. "Gostaria que o senhor esclarecesse isso, para, se for o caso, eu tomar as providências cabíveis".

O deputado diz que apenas foi feita uma pergunta direta. "O senhor sabe muito bem que esse tipo de pergunta traz embutida uma insinuação criminosa. E eu vou tomar as providências cabíveis porque o senhor não pode fazer isso com um homem que é ministro de Estado e pai de família", rebate Almeida.

Esposa de líder do CV

O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania bancou a ida de Luciane Barbosa Farias, casada com o homem apontado como líder da facção Comando Vermelho no Amazonas, a um evento oficial em Brasília neste mês.

A pasta, comandada por Silvio Almeida, disse que as passagens de avião e diárias foram pagas a todos os participantes e que a indicação de Luciane foi feita pelo Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Amazonas.

O ministério afirmou que o pagamento da viagem "contém sérios equívocos que precisam ser esclarecidos". A pasta nega que o ministro ou integrantes do gabinete tenham tido contato, ou mesmo participaram da indicação da esposa de um líder do Comando Vermelho.

Segundo o governo federal, o Comitê Estadual do Amazonas indicou três representantes para o encontro — entre elas estava o nome de Luciane, mulher de Clemilson dos Santos Farias, o Tio Patinhas. Ele é acusado de comandar uma disputa pelo controle do tráfico de drogas em território amazonense e está preso.

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