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Tales: Lira articula aliança com PL que pode inviabilizar governo Lula

Se as conversas entre Arthur Lira e parlamentares do PL e do centrão avançarem e evoluírem para uma aliança, o governo Lula poderia se tornar praticamente inviável, avaliou o colunista Tales Faria no UOL News desta sexta (7).

Lira estaria buscando uma aproximação com parlamentares da oposição para fazer seu sucessor na presidência da Câmara, na visão de Tales.

Se vingar essa aliança que Lira está fazendo com PL e o centrão, eles ficam com maioria no Congresso a partir do ano que vem e elegerão um presidente [da Câmara]. Isso praticamente inviabiliza o governo Lula. É isso o que Lira está ameaçando.

O que Lira quer com isso? Primeiro, levar a ajuda do Lula para Maceió, onde corre o risco de perder para o atual prefeito [João Henrique Caldas, o JHC] na eleição para senador em 2026.

Lira também quer a antecipação da reforma ministerial para ele poder indicar a maioria dos ministros que o centrão tiver direito e se constituir como a 'eminência parda' do Congresso. Seria uma espécie de Davi Alcolumbre da Câmara. Tales Faria, colunista do UOL

Para Tales, um dos gestos de Lira para conquistar o apoio de opositores foi pautar a votação em urgência de um projeto de lei que limita as delações premiadas - o que afetaria o caso do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.

Lira disse que será usado o projeto do [deputado federal] Luciano Amaral [PV-AL], que mexe na questão da criminalização. Ou seja, daria para retroagir e desfazer as delações passadas, como a do Mauro Cid. Vira uma lambança. Tales Faria, colunista do UOL

Padilha minimiza PL sobre delações: 'Não afeta evidências contra Bolsonaro'

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A decisão de Arthur Lira não afeta a situação de Jair Bolsonaro pela quantidade de evidências produzidas pelo próprio ex-presidente, afirmou o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha.

Os crimes e as evidências contra Bolsonaro não são fruto de delação. Ele fez uma transmissão televisiva dos seus crimes. Fez uma reunião dentro do Palácio do Planalto, um verdadeiro BBB do golpe. Isso foi revelado depois a partir de evidências. São evidências muito concretas, independentemente de qualquer delação. É um conjunto de outras evidências que mostram os crimes praticados. Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais

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