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Israel realiza 100 mil testes para prevenir segundo surto de coronavírus

27.mai.2020 - Trabalhadora testa amostras de casos suspeitos de coronavírus no laboratório dos serviços de saúde Maccabi, em Israel - Gil Cohen-Magen/AFP
27.mai.2020 - Trabalhadora testa amostras de casos suspeitos de coronavírus no laboratório dos serviços de saúde Maccabi, em Israel Imagem: Gil Cohen-Magen/AFP

28/05/2020 13h17

As autoridades israelenses começaram a realizar testes sorológicos em 100 mil de seus cidadãos, uma das maiores campanhas de detecção do mundo, com o objetivo de prevenir um "segundo surto" do novo coronavírus, informaram hoje as autoridades.

O objetivo desses testes é medir a "imunidade coletiva" da população de Israel e determinar quais são as pessoas mais suscetíveis a serem afetadas no caso de uma segunda onda de contágios.

"Já começamos (...) e não demorará muito para que possamos identificar tendências interessantes", disse à AFP o doutor Yair Schindle, um alto funcionário das forças de intervenção implantadas pelo governo para administrar o final da epidemia.

Em paralelo, as autoridades também realizam testes em grupos específicos nas "áreas de risco", especialmente nos bairros judeus ultraortodoxos, principais focos da doença no país, assim como entre a equipe médica que tratou pessoas infectadas.

Com esses testes, "tentamos saber quantas destas pessoas estiveram expostas ao vírus e quantas desenvolveram anticorpos", explicou o doutor Schindle, também cofundador da aMoon, um fundo israelense de capital de risco especializado em novas empresas biomédicas.

A questão da imunidade continua gerando debate.

No final de abril, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estimou que não existia "nenhuma prova" de que pessoas que haviam tido o vírus estivessem a salvo de uma nova infecção.

Nessas últimas semanas, as autoridades aceleraram o desconfinamento do país, embora o medo de um novo surto de casos esteja muito presente.

No total, o governo comprou 2,5 milhões de kits para esses testes. Serão efetuados pelos quatro estabelecimentos da segurança social que envolvem o conjunto da população, para facilitar a coleta desses dados epidemiológicos, relatou o doutor Schindle.

Segundo ele, trata-se da mais importante pesquisa nacional no mundo, afirmou.

Com cerca de 9 milhões de habitantes, Israel registrou mais de 16.800 casos de coronavírus e 281 óbitos.

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