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Hospital indenizará familiares de liberiano morto por ebola nos EUA

Em Austin

14/11/2014 09h31

O Hospital Presbiteriano de Dallas, nos Estados Unidos, fechou um acordo para indenizar os familiares do liberiano Thomas Eric Duncan, a única pessoa que morreu em decorrência do ebola neste país e que não foi diagnosticado com o vírus em sua primeira visita ao hospital.

Embora o valor não tenha sido revelado, o advogado da família, Les Weisbrod, garantiu que é um acordo "muito bom".

Além da indenização econômica, o hospital criará uma fundação que levará o nome de Thomas Eric Duncan e que arrecadará fundos para a luta contra o ebola na África.

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Para chegar a um acordo, os familiares de Duncan tiveram de reconhecer que o atendimento médico recebido por ele "foi excelente", segundo o comunicado emitido pelo hospital.

Essa declaração contradisse afirmações anteriores de familiares que tinham denunciado que a morte de Duncan foi causada, em parte, por sua raça, por sua nacionalidade e por não ter seguro médico.

Duncan chegou aos Estados Unidos vindo da Libéria em 20 de setembro para se casar com a mãe de seu filho e começar uma nova vida no país.

Ele foi pela primeira vez ao hospital no dia 25 com febre e dores abdominais, mas foi liberado pelos médicos que o deixaram voltar para casa com antibióticos, sem levar em conta que vinha da África Ocidental, epicentro da epidemia de ebola.

Duncan voltou ao hospital três dias depois, e somente aí foi isolado e posteriormente diagnosticado com ebola, mas não resistiu à doença e morreu em 8 de outubro.

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