Ministro reconhece atraso na distribuição de kits para diagnóstico da zika

Do UOL, em São Paulo

  • Nelson Almeida/AFP

    Vírus da zika, transmitido por mosquito, assusta o Brasil

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O ministro da Saúde, Marcelo Castro, admitiu nesta quinta (11) que houve atraso na distribuição de kits para diagnóstico do vírus da zika por laboratórios credenciados pelo governo. "Houve uma pequena demora, mas já perfeitamente corrigida", disse. Segundo ele, o entrave envolveu a própria licitação, que atrasou.

A previsão da pasta é que 100 mil kits para diagnóstico da zika sejam distribuídos a todos os Estados. "Quem não recebeu, está recebendo", afirmou o ministro. "Já tomamos a decisão de tornar a enfermidade de notificação compulsória. A gente quer fazer isso com toda a segurança", contou.

O vírus da zika já circula em 22 Estados brasileiros. Mesmo assim, o Ministério da Saúde ainda não contabiliza os casos de infecção pela zika porque a doença não é de notificação compulsória, ou seja, não se sabe quantas pessoas foram infectadas pelo vírus no país, apesar de o vírus ter sido associado ao aumento dos casos de microcefalia e outras alterações neurológicas.

Em janeiro, Castro anunciou que kits para testes rápidos de detecção do vírus da zika, chikungunya e dengue seriam distribuídos para laboratórios de todo o país em fevereiro. O kit foi desenvolvido pelo Bio-Manguinhos (Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos), uma das unidades da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

"É preciso salientar que não existe teste sorológico para zika, ele pode ser identificado quando a pessoa apresenta sintomas da doença", ressaltou. Questionado sobre prazos para tornar a doença de notificação compulsória, Castro afirmou apenas que é preciso entrar em contato com os laboratórios que receberão os kits para que eles comecem a notificar. "Temos 24 laboratórios capacitados para realizar o teste de zika durante o período de viremia (quando o vírus está presente do sangue)", disse.

(Com informações da Agência Brasil)

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