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Mulheres indígenas protestam contra municipalização do SUS em aldeias

Lideranças indígenas ocupam o anexo do Ministério da Saúde, em Brasília, durante a primeira edição da Marcha das Mulheres Indígenas - Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Lideranças indígenas ocupam o anexo do Ministério da Saúde, em Brasília, durante a primeira edição da Marcha das Mulheres Indígenas Imagem: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

12/08/2019 10h48

Cerca de 300 mulheres de diferentes etnias fizeram um protesto contra a municipalização do atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), atualmente o serviço é de competência federal. As mulheres entraram em um prédio na região central de Brasília, onde fica a Sesai (Secretaria de Atenção à Saúde Indígena), para pleitear uma reunião com a secretária da pasta, Silvia Waipã.

A Polícia Militar acompanha a manifestação e até às 10h15 a reportagem não identificou conflito entre os militares e indígenas.

"O atendimento de saúde prestado pelo governo federal atende parte das nossas necessidades. Mas temos certeza que quando o dinheiro for transferido para os municípios atenderem nas aldeias, o serviço vai piorar", disse uma das integrantes do movimento, Fabiane Medina.

As organizadoras estimam que representantes de 80 etnias indígenas estão acampadas em Brasília desde sexta-feira (9). O grupo pretende se mobilizar para marchar até o Congresso Nacional, amanhã, e pressionar parlamentares a vetar a proposta de municipalização.

Durante o ato, índios levantaram faixas contra genocídio indígena e fizeram danças em frente ao prédio. Houve lentidão no trânsito próximo ao prédio.

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