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'É preciso fechar fronteiras com outros países', diz presidente de conselho

Wilames Freire, presidente da Conasems - Reprodução/Globo News
Wilames Freire, presidente da Conasems Imagem: Reprodução/Globo News

Do UOL, em São Paulo

19/03/2020 08h31

Wilames Freire, presidente da Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) falou ontem ao Central GloboNews, na GloboNews, que é necessário fechar as fronteiras com países vizinhos para combater a expansão do novo coronavírus.

"É preciso fechar as fronteiras com os outros países, que inclusive, estão trabalhando nessa linha", respondeu Wilames quando perguntado qual era a sua opinião sobre o assunto, já que, segundo um dos apresentadores do programa, há integrantes do governo que defendem o fechamento total das fronteiras e não somente com a Venezuela.

Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro anunciou o fechamento parcial da fronteira com a Venezuela. No entanto, não fez qualquer referência ao fechamento das fronteiras com outros países, muitos dos quais já tomaram medidas para evitar a entrada e saída de pessoas.

"Não sei se seria fechar totalmente, mas precisaria ter uma barreira de vigilância sanitária", disse Wilames. "Precisamos saber como é que essas pessoas estão entrando no país. Temos o exemplo do Mato Grosso do Sul, onde há uma fronteira seca e muito grande que faz uma divisa extensa com a Bolívia, e de repente tem pequenas cidades que não tem nenhuma proteção e que fazem divisa".

"Com as barreiras sanitárias, conseguiríamos identificar as pessoas que estão entrando. Esse tipo de barreira, esse tipo de fechamento de fronteira, é essencial para que tenhamos o controle total do nosso território", afirmou.

Em outro momento da conversa, Wilames garantiu que a pandemia do novo coronavírus no Brasil não será igual a que está acontecendo na Itália, onde 475 mortes foram registradas somente ontem.

"Ao longo desses últimos 60 dias, nós do Conasems, do Conass e junto do ministério da Saúde, estudamos o que aconteceu na China, Itália, Espanha e Irã. Com isso, nos antecipamos", afirmou o entrevistado. "Isso deu um subsídio muito grande para chegarmos a esse momento e dizer que, infelizmente o que está acontecendo na Itália serviu para tomarmos precauções devidas".

Ao ser questionado como essas precauções serão realizadas na prática, ele explica: "Temos um exército de trabalhadores da saúde destinados a combater o coronavírus. O que temos que fazer é preparar esses trabalhadores, que são guerreiros e que ao longo dos anos foram se capacitando nas diversas formas. Então, essas equipes e trabalhadores do sistema de saúde estão preparados para atender essa população.

Mas, o que temos que fazer nesse momento é diagnosticar e orientar bem as pessoas para que elas sigam o protocolo que tem que ser seguido".

Wilames ainda mostrou otimismo na luta contra a covid-19: "Aqueles países que tem um sistema público de saúde minimamente organizado, estão dando a resposta necessária à altura de que a sociedade precisa. Por isso eu aposto que, mesmo com toda a dificuldade que enfrentamos, o nosso sistema de saúde está preparado. A resposta que daremos ao combate ao coronavírus será um exemplo para a organização mundial de saúde, que terá o Brasil como espelho".

O Central GloboNews é exibido às quartas-feiras, às 23h, na GloboNews.

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