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Uip não responde se usou hidroxicloroquina, mas defende antecipação

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

07/04/2020 13h42Atualizada em 07/04/2020 16h17

O coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus de São Paulo, David Uip, evitou responder se usou ou não hidroxicloroquina no período que esteve com covid-19. Questionado hoje durante entrevista coletiva ao lado do governador João Doria (PSDB), o médico alegou questões pessoais para não dizer quais medicamentos tomou.

"Eu não me prescrevi. Se eu tomei ou não antibiótico ou qual droga para febre e para enjoo é algo pessoal. Como eu respeito meus pacientes, gostaria de ser respeitado. Não faço isso para esconder nada, mas não quero transformar meu caso em modelo para coisa alguma", disse.

Uip ressaltou que não foi ele quem decidiu seu tratamento e enfatizou que procurou especialistas para indicarem a quais medicamentos deveria recorrer.

Mais cedo, o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, desafiou Uip a dizer se usou ou não o medicamento.

O coordenador do Centro de Contingência ao Coronavírus, no entanto, revelou que na última quinta-feira participou de uma reunião por videoconferência com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, para discutir a aplicação da hidroxicloroquina.

Ele declarou que havia quatro especialistas, incluindo o presidente do Conselho Federal de Medicina, e todos foram favoráveis a antecipação do uso de hidroxicloroquina no tratamento. Para adotar a medida, o paciente deve estar internado e concordar formalmente o tratamento.

"O protocolo anterior dizia que este paciente, só quando entubado, pudesse ser medicado com hidroxicloroquina", contou.

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