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OMS diz que tirar restrições pode levar a aumento de mortes por coronavírus

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durate entrevista coletiva em Genebra -
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durate entrevista coletiva em Genebra

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

10/04/2020 14h20

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, disse que se os países que afrouxarem as medidas de isolamento pode haver aumento de mortes por coronavírus. Segundo a entidade há 1,5 milhão de infectados e 92,7mil mortes pelo Covid-19. Os dados foram divulgados hoje.

O entendimento da OMS é contrário ao adotado em alguns estados brasileiros, como Minas Gerais, que estuda protocolo para suspender o isolamento e no Distrito Federal, que decretou a reabertura de lojas de móveis, eletroeletrônicos e do "Sistema S".

O afrouxamento no isolamento social também é defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que cogitava assinar um decreto para liberar "toda e qualquer profissão" para trabalhar.

"Sei que alguns países estão planejando uma transição para tirar as restrições de isolamento. A OMS quer que as restrições sejam suspensas o mais rápido possível assim como qualquer um. Ao mesmo tempo, tirar as restrições rapidamente pode levar a um ressurgimento das mortes", disse Adhanom em entrevista coletiva a jornalistas, na tarde de hoje (10).

Tedros explicou que há fatores importantes a serem considerados antes de afrouxar o isolamento. Entre eles: o controle da transmissão, a disponibilidade de serviços médicos, medidas preventivas em escolas e locais de trabalho, administração de riscos de novos casos e se há consciência e engajamento da população na transição.

Na contra mão das recomendações do Minsitério da Saúde e da OMS, Bolsonaro foi hoje a uma farmácia em Brasília, manteve contato físico com apoiadores e transitou em meio a uma aglomeração provocada pela sua visita.

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