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Polícia faz operação contra fraude na saúde usando máscara, luva e álcool

Álcool em gel e luvas são utilizados como forma de prevenção do novo coronavírus - Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo
Álcool em gel e luvas são utilizados como forma de prevenção do novo coronavírus Imagem: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

14/04/2020 10h02Atualizada em 14/04/2020 14h49

Usando máscaras, luvas e álcool em gel, agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro fazem uma operação contra fraude em licitação na área de saúde na manhã desta terça-feira (14). Doze mandados de busca e apreensão foram cumpridos na capital fluminense.

Segundo o UOL apurou, o caso envolve contratos fechados antes da pandemia de coronavírus, mas que ainda estão em vigor. Eles somam R$ 1,9 milhão e estão relacionados a exames para detecção de câncer. As empresas sob investigação são Cenaclin, Newdiag e Biodinâmica.

Na semana passada, policiais e promotores do Ministério Público do caso definiam a logística da ação em meio aos cuidados com a saúde dos profissionais.

As licitações supostamente fraudadas estão relacionadas um hospital de referência no Rio, o Hospital Universitário Pedro Ernesto (Huep), ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). As buscas ocorrem na Zona Norte e Oeste do Rio, nos endereços ligados às três empresas e a seus sócios. Não houve prisões, nem mesmo de empresários ou agentes públicos. Os agentes públicos sequer são investigados, ao menos neste momento.

A ação é coordenada pelo Departamento Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR), da Polícia Civil, e pelo Ministério Público fluminense. A ação corre em segredo de Justiça.

No início da tarde de hoje, os mandados já haviam sido cumpridos, apurou o UOL. A reportagem não localizou os investigados.

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