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Rio: Crivella anuncia 'lockdown parcial' na Zona Oeste a partir de amanhã

Movimentação intensa de pessoas no Centro do Rio de Janeiro indicam pouca adesão às medidas de isolamento social - Herculano Barreto Filho/UOL
Movimentação intensa de pessoas no Centro do Rio de Janeiro indicam pouca adesão às medidas de isolamento social Imagem: Herculano Barreto Filho/UOL

Do UOL, em São Paulo

06/05/2020 21h11

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), anunciou hoje que, a partir de amanhã, às 5h, iniciará um bloqueio no Calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste, para tentar frear a pandemia do coronavírus.

O bairro é o líder de denúncias de aglomeração e também o maior número de mortes na capital, 40. Já a cidade do Rio contabiliza 764 mortes e 8.577 diagnósticos da doença.

Crivella usou o termo "lockdown parcial" para definir a medida necessária, segundo ele, que os apelos de conscientização para a população pelo isolamento social não surtiram o efeito desejado na região.

O plano da administração municipal é colocar a Guarda Municipal nos calçadões para que não haja aglomeração de pessoas e impedir que lojas sejam abertas. A prefeitura indicou que guardas 24 horas por sete dias seguidos. O prazo poderá ser estendido.

"Somente funcionários de atividades essenciais, por exemplo, farmácias, agências bancárias e supermercados terão a entrada autorizada, mediante apresentação de documento [crachá]", informou a Prefeitura, em comunicado.

Com o lockdown parcial, as pessoas não poderão circular dentro do corredor, somente aquelas em atividades consideradas essenciais. Funcionários de farmácias, agências bancárias e supermercados terão a entrada autorizada mediante apresentação de documento.

A Fiocruz recomendou hoje, em ofício enviado ao Ministério Público do Rio de Janeiro, que o estado adote o lockdown para evitar a propagação do coronavírus.

"Teremos que nos preparar para um período muito longo de crise humanitária", afirmou o vice-presidente da Fiocruz, Valcler Rangel, em entrevista à Globo News. "Teremos que aprender rapidamente a conviver com isso e conviver da melhor forma possível, com cada vez menos mortes".

O Ministério Público deu prazo de um dia para o governo de Wilson Witzel responder à solicitação.

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