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Governador diz que dimensão do Pará impede lockdown no estado inteiro

O governador do Pará, Helder Barbalho -  Marcos Corrêa/PR
O governador do Pará, Helder Barbalho Imagem: Marcos Corrêa/PR

Do UOL, em São Paulo

06/05/2020 19h36

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), explicou hoje por que o estado optou por fazer lockdown (bloqueio total) em apenas dez municípios, incluindo a capital Belém, como medida de combate à pandemia do novo coronavírus.

"Vamos iniciar o processo nas cidades com elevado grau de contaminação, mas temos que entender que o Pará tem uma dimensão territorial que não é possível tratar de maneira igual, do tamanho da Espanha, Portugal e França. Essa medida nos 10 municípios é adequada", disse o governador em entrevista à GloboNews.

"Não temos alternativa. O caminho é aumentar o isolamento para diminuir a contaminação para preservar a vida. A população, efetivamente, compreenderá a necessidade e que não estamos fazendo isso porque queremos, mas, sim, para salvar a vida de cada cidadão", completou, antes de acrescentar que espera que o governo de Jair Bolsonaro colabore reforçando a importância do distanciamento social: "Esperamos que o governo federal possa colaborar seja com uma mensagem, seja com estrutura para o estado".

Embora tenha optado por reforçar o bloqueio e as medidas de prevenção em parte do estado, Helder Barbalho disse que entende e não julga o cidadão que não havia aderido ao isolamento social — principal arma usada no combate à covid-19.

"Temos que entender a condição de cada cidadão, não julgo a quem não aderiu ao isolamento social. Temos que entender que nossa missão é valorizar quem já aderiu e fazer um apelo a que não aderiu. Precisamos separar quem não aderiu porque não pôde, porque tinha que trabalhar", comentou o político.

"Eu respeito profundamente as estratégias que os governadores estão buscando em seus estados, mas cada realidade é uma realidade. Nós tentamos de toda forma não chegar neste patamar, mas, neste momento, se faz necessário preservar a vida e salvar a população. Não posso assistir quase 400 paraenses perdendo a vida, mais de 5 mil contaminados, sem contar a subnotificação, tenho obrigação de proteger a vida das pessoas", explicou.

"É com este intuito que apelo que a população possa compreender. Não é fácil esta decisão, é profundamente difícil, mas necessária. Tenho esta responsabilidade neste momento. Cada governador deve ter a percepção do que é fundamental e qual estratégia deve fazer dentro das prioridades, e aqui a propriedade é salvar as pessoas", encerrou.