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Covid: Brasil tem recorde de 615 mortes em 24 h e é 6º do ranking mundial

Um trabalhador, vestindo roupas de proteção, prepara caixões em meio ao surto de doença por coronavírus (COVID-19), em Manaus - BRUNO KELLY/REUTERS
Um trabalhador, vestindo roupas de proteção, prepara caixões em meio ao surto de doença por coronavírus (COVID-19), em Manaus Imagem: BRUNO KELLY/REUTERS

Do UOL, em São Paulo

06/05/2020 18h45Atualizada em 06/05/2020 23h24

O Ministério da Saúde anunciou hoje que o Brasil registrou 8.536 mortes pelo novo coronavírus. Com isso, o País ultrapassou a Bélgica (8.339 mortes) como o 6º país no ranking mundial de óbitos em decorrência da doença, segundo levantamento da Universidade John Hopkins.

Em 24 horas, o governo teve 615 registros atualizados de mortes por conta da covid-19, maior número registrado no período desde o início da pandemia. O recorde anterior tinha sido a marca anunciada ontem, quanto houve um registro de 600 óbitos no período.

No total, o país alcançou 125.218 casos oficiais, com 10.503 casos de ontem para hoje. Segundo o governo, até ontem, ao menos 65.312 pacientes estão em acompanhamento e 51.370 já se recuperaram.

"Os 615 registros atualizados [de ontem para hoje] estavam em investigação, no entanto, não são todos que aconteceram nas últimas 24 horas", disse o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira em coletiva hoje.

Deste total, 140 óbitos aconteceram nos últimos três dias. Segundo Wanderson, hoje foram 11; ontem, 70 mortes; e na segunda (4), 59.

"Tivemos uma atualização da classificação final da ficha de investigação. Então, não são 615 óbitos em 24 horas", reiterou o secretário.

Desde o início da pandemia, o Ministério da Saúde tem somado ao balanço diário mortes ocorridas desde os primeiros casos, mas com confirmação de covid-19 no último dia.

Por conta dessa atualização retroativa, são contabilizados no cálculo diário mortes que ocorreram há um mês, o que altera consideravelmente a percepção do avanço da pandemia.

Levantamento feito pelo UOL mostrou que, analisando o índice por data de óbito atualizado pela pasta, o número de mortes chega a ser o dobro do dado oficial. Confira no gráfico abaixo, atualizado com os números mais recentes disponibilizados pelo governo federal.

Até ontem, estavam sob investigação 1.579 óbitos. A demora em anunciar as mortes pela infecção é de, em média, duas semanas. Desse total, menos de um sexto aconteceu entre ontem e segunda-feira (4).

A região Sudeste concentra o maior número de casos, com 45,8% dos casos, seguida por Nordeste (30,5%), Norte (15,6%), Sul (5,3%) e Centro-Oeste (2,9%).

Atualmente, São Paulo lidera em notificações, com 37.853 casos e 3.045 mortes. Rio de Janeiro aparece em segundo lugar, com 13.295 casos e 1.205 óbitos. O estado que registra menos notificações é Mato Grosso do Sul, com 288 confirmações de casos e dez mortes. Tocantins aparece em penúltimo lugar, com 351 casos e nove óbitos.

Os dados atualizados também indicam que o Brasil ultrapassou a marca de 50 mil curados da covid-19. No total, são 51.370 pacientes já recuperados — 41 % do total.

Ranking Mundial

Segundo dados da Universidade John Hopkins, que apresentam defasagem em relação aos dados do governo brasileiro, o país está em 6º lugar, com 8.412 mortes computadas por eles.

A lista é liderada pelos Estados Unidos, com 70.802 mortes, seguidos do Reino Unido, com 30.150 e da Itália, com 29.684. Na sequência, estão a Espanha (25.857) e a França (25.812).

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