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Coronavírus

Zema prevê volta das aulas em MG, critica Kalil e minimiza subnotificações

Governador mineiro considera estado pouco afetado pelo coronavírus e planeja reabertura - Reprodução/Youtube
Governador mineiro considera estado pouco afetado pelo coronavírus e planeja reabertura Imagem: Reprodução/Youtube

Do UOL, em São Paulo

21/05/2020 15h12

Com 5.596 casos confirmados da covid-19 e 191 óbitos causados pela doença, Minas Gerais é considerado pelo governador Romeu Zema (Novo) um sucesso no combate ao coronavírus.

Em entrevista hoje ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, ele informou que 70% das cidades mineiras não possuem pessoas contaminadas e apenas 7% dos leitos de UTI do estado estão ocupados por pacientes com o vírus ou suspeita.

Com a pandemia considerada sob controle, o governador já trabalha com a possibilidade de um retorno às aulas presenciais na rede estadual de ensino.

"Não há previsão concreta de retorno. Mas a minha projeção hoje, com a situação que temos, é que no segundo semestre as aulas retornem", revelou.

Críticas a Alexandre Kalil

Com os números considerados positivos, algumas cidades de Minas Gerais passaram a retomar suas atividades econômicas. Segundo Zema, 90% dos municípios já estão com 70 a 80% dos estabelecimentos funcionando com a adoção de protocolos de higiene. O que o governador chama de "ponto fora da curva" é Belo Horizonte, cujo prefeito, Alexandre Kalil (PSD) insiste em adotar um isolamento social mais rigoroso.

"A maioria dos prefeitos tem tido uma ponderação nas atitudes frente à pandemia e uma maior interlocução com o setor privado, que é quem gera empregos. Mas o Kalil tem esse estilo dele, não sei se é tirânico a palavra certa, mas vamos dizer expressivo. E tem conduzido a pandemia em Belo Horizonte de uma forma bem distinta, inclusive de outras cidades da região metropolitana", afirmou.

"Tem muita gente trabalhando em silêncio e tem alguém gritando e, às vezes, fazendo quase nada, que parece ser um pouco a situação da capital", criticou Zema.

Suspeitas de subnotificação

Questionado sobre a possível subnotificação de casos de coronavírus no estado, Zema opinou que a situação ocorre em todo o país, mas que Minas Gerais, de fato, vem contando com um número baixo de pessoas contaminadas.

"Se você visitar os hospitais mineiros vai encontrar uma reclamação gigantesca de que estão ociosos. Não temos pessoas doentes, pessoas sintomáticas que têm procurado os hospitais para fazer testes. E eu não vou laçar para fazer teste", brincou.

De acordo com o governador, o estado apresentou índices baixos de mortes causadas por síndrome respiratória grave nos quatro primeiros meses de 2020, um dos indícios de subnotificação de casos de coronavírus. Ele também afirma que o sistema de saúde mineiro está preparado para aumentar o número de pessoas testadas.

"Temos uma ociosidade nos testes. As pessoas não têm procurado. Mas, claro, temos a possibilidade de testar mais gente", disse. "Seria muita pretensão nossa querer fazer uma subnotificação, uma manipulação de dados. Sempre preguei transparência total. Não tenho o que esconder", finalizou.

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