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Coronavírus

Doria diz que não haverá 'distribuição indiscriminada' de cloroquina em SP

29.mai.2020 - O governador de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa - Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo
29.mai.2020 - O governador de São Paulo, João Doria, durante coletiva de imprensa Imagem: Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

15/06/2020 13h55Atualizada em 15/06/2020 16h52

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou hoje que o estado não fará "distribuição indiscriminada" da cloroquina e hidroxicloroquina para a população em postos de saúde.

"No governo de São Paulo não haverá distribuição indiscriminada [de cloroquina] nos postos de saúde", declarou Doria ao ser indagado por um jornalista durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes.

A cloroquina é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e recomendada pelo Ministério da Saúde para o tratamento de pacientes com sintomas leves da covid-19.

Apesar disso, não há estudos que comprovem a eficácia da droga no combate ao coronavírus. Hoje, a agência reguladora de medicamentos nos EUA, a FDA, revogou uma autorização emergencial que previa uso de cloroquina e hidroxicloroquina de forma oral para tratamento da covid-19.

SP chegou a discutir uso de cloroquina

Presente na coletiva, um dos membros do centro de contingência de São Paulo, Carlos Carvalho, afirmou que o uso desses medicamentos vinha sendo discutido pelo grupo desde março, mas uma série de estudos feitos no exterior apontaram que a cloroquina e a hidroxicloroquina poderiam não fazer efeito ou até mesmo prejudicar a saúde de pacientes com covid-19.

"Esses resultados, a medida que foram saindo, ficou evidente que a hidroxicloroquina ou era neutra em relação à melhora ou tinha potencial tóxico", declarou Carvalho.

O especialista disse ainda que o centro de contingência nunca recomendou o uso da cloroquina, mas que os médicos têm liberdade para indicarem a seus pacientes, se acharem necessário.

"Se um médico entender, acreditar em um estudo, explicar isso para a família, [falar sobre] os efeitos colaterais e entrarem em um acordo e quiserem usar, é totalmente permitido", afirmou.

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