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Números de EUA e Brasil levam mundo à nova alta inédita de casos de covid

Com equipamentos protetores, paramédicos transportam paciente com suspeita de coronavírus em Shawnee, Oklahoma (EUA) - Nick Oxford
Com equipamentos protetores, paramédicos transportam paciente com suspeita de coronavírus em Shawnee, Oklahoma (EUA) Imagem: Nick Oxford

Do UOL*, em São Paulo

27/06/2020 17h02

Brasil e Estados Unidos, que lideram os rankings de casos do novo coronavírus no mundo, segundo dados da Universidade Johns Hopkins, alavancaram alta mundial inédita no total de pessoas que tiveram diagnóstico confirmado em um dia. Foram mais de 191 mil novas infecções detectadas nessa sexta-feira (26), maior número atingido desde o início da pandemia.

Em termos consolidados, 9,8 milhões de pessoas foram contaminadas com a covid-19 no mundo, com pouco mais de 495 mil mortes. Depois de EUA e Brasil, Índia, Rússia e Reino Unido seguem no ranking como os países com mais casos.

Nos EUA, foram cerca de 45 mil — número também inédito — novos casos registrados em todo o país. Flórida, Texas, Califórnia e Arizona são responsáveis por quase metade das novas infecções. Hoje, há quase 2,5 milhões de pessoas contaminadas com a covid-19 no país norte-americano. Ontem, o número total de mortes subiu para 124.978, com 574 registradas no dia.

A alta inédita vem em meio à expansão de casos em estados do sul e do oeste. No caso da Califórnia, por exemplo, foram mais de seis mil novos casos em um dia. A Flórida anunciou 9.585 novas infecções nas últimas 24 horas, enquanto o Arizona registrou 3.591 novos casos de covid-19, igualando alta anterior de 23 de junho.

Nova York, entretanto, continua como o estado mais afetado do país pelo coronavírus, com 391.220 casos confirmados e 31.342 mortes, sendo que somente na cidade de Nova York, 22.421 pessoas morreram. Nova Jersey é o segundo estado com mais mortes por Covid-19 (14.914), seguido por Massachusetts (8.012) e Illinois (6.847).

O presidente Donald Trump chegou a dizer que o número final seria de 50.000 a 60.000 mortes, mas depois se retificou e previu até 110.000 mortes, um número que também foi ultrapassado. O Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington (IHME), cujos modelos de previsão da evolução da pandemia são frequentemente utilizados pela Casa Branca, estima que o país chegará a outubro com cerca de 180.000 mortes.

Trump tem mostrado preocupação com a ascensão dos casos em estados republicanos (Arizona e Flórida, por exemplo), e já se movimenta em termos eleitorais para tentar contornar a situação.

A forma como o presidente norte-americano lidou com o começo da pandemia é vista por muitos norte-americanos como o embrião do problema nestes estados que se identificam com os republicanos.

No Brasil, o coronavírus já matou, desde o início da pandemia, 57.070 pessoas. Nas últimas 24 horas, 1.109 óbitos passaram a constar do balanço oficial do governo federal. No total, são 1.313.667 brasileiros infectados, sendo que 38.693 casos foram confirmados entre ontem e hoje. Os números são os mesmos contabilizados pela Universidade Johns Hopkins.

Ainda de acordo com a pasta, desse total de contaminados, 715.905 (54,5%) já estão curados e 540.692 (42,2%) estão sob investigação.

Liderada por São Paulo (14.263 óbitos) e pelo Rio de Janeiro (9.789), a região Sudeste concentra o maior número de mortes no total: 25.893, seguida pela Nordeste, que soma 17.959. O Ceará (5.981) a unidade da federação mais atingida naquela região.

*Com informações de agências

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