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Anvisa autoriza estudo clínico de mais uma vacina contra covid-19 no Brasil

Do UOL, em São Paulo

18/08/2020 10h28Atualizada em 19/08/2020 11h20

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permitiu hoje que a farmacêutica Janssen-Cilag, da Bélgica, faça estudos clínicos do Brasil para o desenvolvimento de uma possível vacina contra covid-19. A empresa faz parte do grupo Johnson & Johnson.

Com a publicação no Diário Oficial da União, a expectativa é que a empresa inicie a fase 3 de testes em setembro. Os sete mil voluntários brasileiros serão recrutados nos seguintes estados: Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Paraná. Até o momento, não foram divulgados os resultados das fases 1 e 2.

A vacina, que recebeu o nome de Ad26.COV2.S, tem na sua composição um vetor recombinante, não replicante, de adenovírus tipo 26 (Ad26), construído para codificar a proteína S (Spike) do vírus Sars-CoV-2.

Em entrevista à Globonews, o gerente de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, afirmou que a presença de voluntários em diversos estados representará um "esforço logístico maior" para o teste aprovado hoje.

"São sete estados, sete mil voluntários, e estados que tradicionalmente não estão envolvidos em pesquisa clínica, como o Rio Grande do Norte, a Bahia e o Rio Grande do Sul. Geralmente, as pesquisas são centralizadas aqui em São Paulo, em Brasília ou no Rio de Janeiro. É a fase 3, onde um número maior de voluntários é exposto, e que se busca mesmo avaliar se tem eficácia, e naquelas pessoas que têm chance de se expor ao vírus. Metade dos voluntários vai tomar a vacina, metade vai tomar o placebo; no final, a gente compara os dois grupos para ver se a vacina funcionou", analisou Mendes, que vê o Brasil tendo um papel importante nos testes da vacinas contra a covid-19.

"Sempre tem que ser uma quantidade (de voluntários) que represente a população. Dentro da população toda de um pais, recruta-se uma quantidade que possa ser representativa. O Brasil tem sido procurado por conta da grande circulação do vírus que acontece na nossa população, mas não só por isso. Tem a ver também com a nossa capacidade científica, de gerar dados confiáveis. Tradicionalmente, uma vacina demora 10 anos para ser desenvolvida. Nesse momento, o Brasil tem sido muito procurado por conta das condições favoráveis para se desenvolver esse estudo."

A vacina da Janssen-Cilag será a quarta estudada no Brasil. As imunizações da Universidade de Oxford, a do laboratório chinês Sinovac, e as desenvolvidas pela BioNTech e Wyeth/Pfizer já foram autorizadas pela Anvisa.

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