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Coronavírus

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5 meses

Doria prevê definição sobre vacina para o dia 21 em reunião com Pazuello

Governador João Doria segura caixa da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Butantan em parceria com um laboratório chinês - AMANDA PEROBELLI
Governador João Doria segura caixa da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Butantan em parceria com um laboratório chinês Imagem: AMANDA PEROBELLI

Ana Carla Bermúdez e Rafael Bragança

Do UOL, em São Paulo

09/10/2020 13h39

O governador de São Paulo João Doria (PSDB) disse hoje que a definição se a CoronaVac será distribuída pelo SUS (Sistema Único de Saúde) deve sair daqui a cerca de duas semanas. A vacina contra a covid-19 da gestão paulista é desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac e poderia ajudar o governo federal na imunização da população brasileira.

A previsão de Doria é que a decisão seja tomada no próximo dia 21, em uma reunião que ele participará com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, em Brasília. Ontem, a pasta federal já recebeu Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo, e Dimas Covas, diretor do Butantan. No entanto, um acordo não foi fechado.

"Ontem teve uma reunião em Brasília e dia 21 haverá uma reunião com minha presença em Brasília", afirmou Doria durante entrevista coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

"(Na reunião) teremos uma decisão final e definitiva em relação ao investimento na fábrica do Butantan, que houve uma promessa no valor de R$ 92 milhões do Ministério da Saúde, para a fábrica cuja obras começam em novembro independente desse recurso, fizemos captação de R$ 130 milhões no setor privado, e principalmente sobre a aquisição (da vacina) do dia 21. Logo após teremos uma posição final e definitiva", completou o governador.

Segundo os planos do governo paulista, São Paulo terá à disposição em dezembro 46 milhões de doses da CoronaVac, o que é suficiente para imunizar toda a população do estado. Doria pretende que o governo federal custeie mais 14 milhões de doses e também assuma a distribuição da vacina pelo SUS, além de ajudar no financiamento da nova fábrica do Butantan dedicada especialmente à produção da CoronaVac.

As conversas com o ministério da Saúde começaram ainda em agosto, quando governo paulista chegou a pedir R$ 1,9 bilhão para dobrar a disponibilidade da vacina e chegar a 120 milhões de doses. Mas as conversas travaram e hoje a expectativa é apenas de que o governo federal ajude na produção e distribuição pelo menos do primeiro lote de doses.

Plano B

Enquanto a CoronaVac ainda está em fase de testes de eficácia e teve na semana passada o início da sua avaliação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Doria já admite que tem um plano alternativo em caso de recusa do governo federal em fazer a distribuição da vacina.

"Nós temos, sim, o plano prioritário de seguir com o Ministério da Saúde com o Programa Nacional de Imunizações, e que o Ministério faça o que sempre fez, aquisição e distribuição da vacina. Esse é nosso desejo, essa é a forma correta, ética, republicana e é a que eu desejo e espero que seja seguida pelo Ministério da Saúde", afirmou o governador.

Doria, porém, admitiu que tem conversado com "governadores, senadores e deputados com interesse na CoronaVac". A ideia do governo paulista é buscar parceiros alternativos para fazer com que a vacina desenvolvida pelo Butantan chega a outros estados.

"Se houver qualquer viés de ordem política ou eleitoral que possa colocar em prejuízo os brasileiros de São Paulo, São Paulo vai adotar a vacina e faremos a imunização dos brasileiros de São Paulo, sim, e colocaremos à disposição para que outros estados comprem e imunizem brasileiros de outros estados. Esse é o plano B", explicou Doria.

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