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Tomar vacina do coronavírus é uma decisão voluntária de cada um, diz Guedes

"Se o sujeito preferir ficar trancado em casa seis anos, é problema dele", defendeu o ministro - Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
"Se o sujeito preferir ficar trancado em casa seis anos, é problema dele", defendeu o ministro Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Antonio Temóteo

Do UOL, em Brasília

29/10/2020 14h55

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que cada brasileiro deve decidir voluntariamente se tomará ou não a vacina contra o coronavírus. Segundo ele, cada pessoa deve fazer o que achar melhor.

"Quanto a tomar ou não a vacina, eu sou um liberal, eu acredito que a vacina é uma decisão voluntária de cada um. Se o sujeito preferir ficar trancado em casa seis anos, não trabalhar e não tomar vacina nenhuma, não ter contado nem com a mulher, nem com o filho, com ninguém, se ele resolver ficar trancado e não tomar a vacina é problema dele, ele é livre para fazer o que quiser. Se ele quiser sair e tomar três vacinas ele toma. Ele tem que conversar com o médico dele", disse.

Guedes também declarou que a privatização do SUS (Sistema Único de Saúde) nunca esteve em análise no governo e seria uma insanidade. Segundo ele, houve uma interpretação equivocada do decreto presidencial que permitia estudos para parcerias entre os setores privado e público para construção e administração de UBS (Unidades Básicas de Saúde).

Após a repercussão negativa, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) revogou o decreto.

Guedes afirmou que a pandemia do coronavírus mostrou a importância de o Brasil ter um sistema descentralizado de saúde, nos moldes do SUS.

Segundo ele, o país possui obras paralisadas para construção de mais de quatro mil unidades de saúde que poderiam ser usadas para enfrentar a pandemia e as necessidades da população.

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