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SP diz que 6 milhões de vacinas para covid-19 chegam "nos próximos dias"

CoronaVac, SinoVac - Imagem: rafapress/Shutterstock
CoronaVac, SinoVac Imagem: Imagem: rafapress/Shutterstock

Do UOL, em São Paulo

31/10/2020 15h29

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disse hoje que as 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 que virão prontas da China devem chegar ao país nos próximos dias. Ele também comentou sobre a expectativa para a vinda dos insumos que serão usados na fabricação de 40 milhões de doses pelo Instituto Butantan. Em entrevista à GloboNews, o secretário explicou que eles devem chegar em cerca de 17 dias.

"A gente acredita que as 6 milhões de doses [chegam] já nos próximos dias, que nós tenhamos no nosso país. E os 40 milhões [de insumos] em pelo menos em 17 dias nós já teremos para que o Instituto Butantan, através de suas duas fábricas já existentes, possa formular e envasar essas vacinas."

O material será transportado em aviões e armazenados em refrigeradores a temperaturas entre 2 e 8 graus. Gorinchteyn ressaltou que as vacinas ficarão armazenadas até o final do estudo clínico da pesquisa. Ele afirmou que, havendo o aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), as doses estarão prontas para serem aplicadas. A vacina é chamada de CoronaVac e feita em parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac.

A pesquisa está em curso e na última fase. Não há previsão para o estudo ser finalizado. O secretário de Saúde declarou que há um esboço de como será a distribuição da vacina caso, ao final do estudo, ela seja aprovada pela Anvisa. O processo deve seguir o método já utilizado para a vacina da gripe e priorizar grupos de risco: idosos, portadores de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, profissionais de saúde e trabalhadores da educação.

Polêmica ao redor da vacina

A vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac é tema de grande polêmica. Ela chegou a ser incluída no Programa Nacional de Imunização e 46 milhões de doses seriam adquiridas após negociação com o Ministério da Saúde. Isto ocorreu na semana passada, mas menos de 24 horas depois o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cancelou o acordo.

Ele coloca em dúvidas a eficácia da vacina e faz críticas a sua origem chinesa. Também pesou para a decisão a rivalidade política que Bolsonaro mantém com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), incentivador da CoronaVac. Com a situação, governadores, parlamentares e secretários estaduais de saúde passaram a se organizar e pedir diálogo.

Há articulações para realização de reuniões com o Ministério da Saúde e até a possibilidade de tratar do assunto no Congresso Nacional. Em entrevista à revista Veja, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o governo federal deve comprar a vacina.

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