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Covid-19: único hospital de campanha ativo no Rio não tem mais vagas

1.mai.2020 - Hospital Municipal de Campanha do Riocentro, no Rio de Janeiro, inaugurado para receber pacientes com coronavírus - Ilan Pellenberg / Estadão Conteúdo
1.mai.2020 - Hospital Municipal de Campanha do Riocentro, no Rio de Janeiro, inaugurado para receber pacientes com coronavírus Imagem: Ilan Pellenberg / Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

28/11/2020 08h26

O único hospital de campanha em funcionamento no Rio de Janeiro não tem mais vagas para receber pacientes com covid-19. Por email, a equipe do Hospital de Campanha do Riocentro está comunicando as centrais de que "não tem nesse momento como abrir no local leitos de terapia intensiva". Há fila de espera por vaga na UTI. As informações são do jornal O Globo.

O CTI também está com a capacidade máxima e funcionários apelam para que pacientes de outras unidades não sejam transferidos para lá. "Estamos com absorção no CTI em sua capacidade máxima de 67 pacientes", diz o email.

"Estamos com pacientes regulados como enfermaria que estão chegando ao Hospital de Campanha com quadro clínico de UTI. Já abrimos mais 23 leitos de UTI na unidade e não temos, nesse momento, como abrir no local leitos de terapia intensiva", completa o comunicado.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde divulgados até a tarde de ontem, o número de pacientes com novo coronavírus que aguardam transferência para leitos no sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro chegou a 358. Entre esses pacientes, 207 devem ser transferidos para enfermarias e 151 para unidades de terapia intensiva (UTI).

A taxa de ocupação dos leitos de UTI da rede estadual destinados à covid-19 é de 80%, enquanto as enfermarias chegaram a 51%.

Na capital e Baixada Fluminense, os leitos de UTI para o tratamento da covid-19 chegaram ontem a 92%, considerando unidades de saúde municipais, estaduais e federais. O percentual foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que também informou uma ocupação de 69% nas UTIs.

Segundo a secretaria municipal, 301 pacientes aguardam transferência para leitos no Rio de Janeiro e na Baixada Fluminense, sendo 120 de UTI. A secretaria destaca que "as pessoas que aguardam leitos de UTI estão sendo assistidas em leitos de unidades pré-hospitalares, com monitores e respiradores".

Em toda a rede SUS na capital, há 1.082 pessoas internadas em leitos especializados para a covid-19, e chega a 509 o número de hospitalizados em terapia intensiva.

Esta semana, o subsecretário de Saúde do município, Jorge Darze, disse que a cidade "ainda não chegou a um patamar de ter a capacidade zerada" e explicou que, entre a indicação da necessidade de um leito e a efetiva internação, há um processo que pode durar horas para que se consiga a transferência".

Já a Secretaria de Estado de Saúde explicou que "a fila de espera por leitos ocorre porque, para pacientes com comorbidades, a Central Estadual de Regulação busca vagas que contemplem todas as suas necessidades clínicas, garantindo a assistência especializada a cada caso".

O Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz divulgado na última quinta-feira (26) apontou "uma piora expressiva" da taxa de letalidade da covid-19 no estado do Rio de Janeiro, que chegou a 6,4%. Em outros estados, a letalidade é entre 2% e 3%.

*Com informações da Agência Brasil

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