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Covid-19: Rio recua e promete comprar vacina 'se houver atraso'

"A gente aqui não faz acepção se é do país Y ou Z. Se a Anvisa liberar, começaremos o projeto de negociação", disse Claudio Castro - ADRIANO ISHIBASHI/ESTADÃO CONTEÚDO
'A gente aqui não faz acepção se é do país Y ou Z. Se a Anvisa liberar, começaremos o projeto de negociação', disse Claudio Castro Imagem: ADRIANO ISHIBASHI/ESTADÃO CONTEÚDO

Igor Mello

Do UOL, no Rio de Janeiro

04/12/2020 13h51

Após descartar comprar por conta própria vacinas contra a covid-19, o governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), recuou e garantiu que irá adquirir diretamente as vacinas caso haja atraso nos trâmites em outros órgãos.

Nesta semana, Castro havia afirmado que iria aguardar a distribuição da vacina pelo governo federal, por meio do Programa Nacional de Imunização. A mudança de diretriz ocorre um dia depois de Castro participar de agenda com o ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo.

"Queria fazer um compromisso com a população. Estamos acompanhando todo dia a questão da vacinação, mas eu garanto a população que se houver qualquer atraso por conta de outros entes o Rio começará a vacinação, principalmente para os idosos e grupos de risco", comprometeu-se.

Castro, que tem se mantido politicamente alinhado com o governo federal e mantém uma relação de proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), evitou entrar na disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em torno da CoronaVac — vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Contudo, disse que não irá distinguir a origem da vacina escolhida, caso tenha sido aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Se houver qualquer atraso, o Rio vai comprar suas vacinas. A gente aqui não faz acepção se é do país Y ou Z. Se a Anvisa liberar, começaremos o projeto de negociação", disse.

O governador em exercício afirmou ainda que o estado deve fechar o ano com R$ 600 milhões em caixa, e que todo esse montante será reservado para a compra da vacina.

"Não temos condição de vacinar toda a população. Vamos começar com nossos grupos de risco, principalmente idosos, pessoas com comorbidades e o pessoal da linha de frente da saúde".

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